segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Tênis de marca

- Acorda, Carlos. Hoje a gente vai ao shopping.

- Sério? Que "ótimo"... - diz Carlos colocando o travesseiro no rosto.

- Eu vou ter que insistir - diz ela puxando as cobertas e indo para a mesa da cozinha.

Carlos então acorda e se apronta. Depois de todos estarem prontos, foram ao shopping. Lúcia (que é a irmã de Carlos) era muito ligada às modas, então, estava sempre gastando. Mas Carlos escolhia as melhores coisas e de maior preço, por isso, não ia sempre gastando, mas economizando. Lúcia queria as coisas dela rapidamente antes que saíssem de moda, então, comprava do mais barato, mas quase todo dia comprava alguma coisa nova e sua mesada ia se acabando.

- Adorei essa sandália azul! - diz Lúcia toda animada.

- Eu gostei daquele tênis da marca que eu queria e estava procurando há um tempão - diz Tiago.

Lúcia pediu para a mãe que comprasse a sandália, mas a mãe disse que ela comprava as coisas dela e Lúcia comprava as suas, com a sua mesada. Como a sandália era barata, ela comprou. Carlos escolheu os tênis de marca, então, com paciência teve que juntar a mesada, pois o calçado era mais caro.

Passando alguns dias, Carlos já estava com o dinheiro, agora era só esperar o dia seguinte,pois iriam ao shopping para comprar o tênis.

No fim da aula Carlos se encontra com Lúcia. Foi um encontro de empolgação.

- Carlos, estou ansiosíssima para contar para a mamãe do passeio ao zoológico que vai ter. Eu tenho certeza que ela vai me deixar ir. E quando mamãe souber que vai dar até pra comprar aquela camiseta linda e maravilhosa, verde com dourado, aaaaiiii! E vai dar pra dar comida para o Bambi, e na viagem talvez tenha televisão e...

- Tá, tá, já entendi, vai ser legal. Mas amanhã eu vou comprar um tênis novo - diz Carlos também empolgado.

Chegando em casa, Lúcia ficou decepcionada. A mãe da menina disse que Lúcia tinha que pagar com o próprio dinheiro, porque sua mamãe estava economizando para comprar um sofá novo. Como ela só tinha agora 10 reais para gastar, não dava para o passeio.

Carlos estava muito feliz. Finalmente a espera iria acabar.

- Acorda, Lúcia!

- Não, eu não vou junto!

- Lúcia, quem vai ficar com você? - pergunta Carlos puxando as cobertas de Lúcia.

Lúcia levanta e pega o folheto do passeio. Ela come olhando o papel. Vai para o carro olhando mais um pouco.

No shopping, Carlos para e olha para um par de tênis, os mesmos tênis, o que ele queria, mas com uma diferença: eram de outra marca. Tiago olha para os tênis, para o folheto que Lúcia ainda segurava e diz para a mãe:

- Eu quero este.

A mãe olha com uma cara de surpresa para ele. Mas ele pega o folheto e Lúcia apenas olha para o chão. Ele mostra para a mãe e diz:

- Acho que a felicidade da minha irmã é mais importante do que um tênis de marca. Com o dinheiro que eu tenho, eu pago os tênis e o passeio da Lúcia.

Lúcia pula e ri de alegria, dá um abraço no irmão e diz:

- Obrigada.

Giovanna Borges

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Início de aula

Olá leitor teen, eu vou lhe apresentar dois adolescentes: Júlia, de 13 anos e Tiago de 15. Os dois são irmãos e vão viver grandes aventuras nas tirinhas que serão apresentadas quinzenalmente aqui no blog. Hoje contarei uma história dessa dupla para você. Eles estão voltando à antiga rotina: acordar cedo - de novo - e ir a pé para a escola.

- É tão ruim ir a pé pra escola a essa hora, né? Está ffffffffrrrrio - queixa-se Júlia esfregando as mãos no braço.

- É, isso foi uma das coisas que eu escrevi na minha redação.

- Que redação, Tiago?

Júlia não obtém a resposta, apenas vê o irmão correndo para dentro da casa.

- Esquecido! - diz ela.
- Essa redação é uma que tínhamos que escrever sobre as férias - diz Tiago, guardando a mochila.

- Nossa! Sua professora é bem exigente. Já pediu tarefa!

- É - diz Tiago levantando a redação para cima.

De repente, soprou um vento forte. Júlia cobriu o rosto e deu um grito. E Tiago falou:

- Minha redação voou! Você viu pra onde foi?

Júlia ajuda Tiago a procurar. Mas, de repente avista outra coisa que lhe chama a atenção:

- Olha que fofinho o cachorrinho do carro do pet shop!

- Minha redação está lá!

- Xi, já era...

Tiago saiu correndo e atravessou a rua para pegar a redação.

- Alô? Tiago, está maluco? Tem um guarda ali.

- Não! Eu preciso da minha redação. E pra que falar de celular se eu estou apenas do outro lado da rua?

- Desculpa, é que ele é novo - diz Júlia mostrando de longe o celular para o irmão.

- Ei, ei, rapaz, o que está fazendo? - diz o guarda, vendo Tiago com o braço já dentro do carro. Júlia coloca a mão na cabeça e corre atrás do irmão.

- É a minha redação que ca...

- Não inventa história - interrompe o guarda -, esse cachorro aí custa bastante dinheiro, hein!

- Não, senhor, é que...

- Eu vou chamar a polícia, eu vi. Pensa que não vi você tentando pegar o cãozinho?

A essas alturas Júlia não sabia o que fazer, defendia o irmão, ficava quieta ou gritava, que era o que ela estava quase fazendo. Tiago mantinha a calma e tentava convencer o guarda da verdade.

- Mas... Eu... Não posso esperar o dono e...

- Chega! Vão embora antes que eu chame mesmo a polícia!

Tiago e Júlia saíram e então discutiram o que Tiago iria fazer. Tiago decidiu falar a verdade, mesmo que a professora não acreditasse.

Chegando à escola, Julia desejou boa sorte e foi para sua classe. Tiago foi explicar:

- Professora, a redação... aconteceu uma coisa. Eu a estava segurando quando soprou um vento e a levou para um carro de pet shop; eu tentei pegar, mas um guarda me expulsou.

Um colega, se aproveitando da situação, mentiu dizendo:

- É, professora, a nossa redação voou. Durante as férias, escrevemos ideias e no final juntamos, e daí, ele ficou encarregado de entregar. E agora?

- É verdade, Tiago? É verdade, Fábio?

- Ahhh, é... bem... - diz Tiago, não querendo mentir nem magoar o amigo.

- Ô, tia, vai dizer que você acredita na história da redação que voou e do pet shop, blá, blá, blá, e não acredita que a gente fez redação juntos?

- É, tudo bem, então vocês ficarão fazendo a redação no intervalo e vai valer 10, se me entregarem hoje.

Depois que a professora saiu, Tiago disse:

- Ô, cara, o que você fez? Não foi muito bom. Mentir, não é bom.

- Pô, uma mentirinha só.

- Uma mentira le...

- Tá, tá, tá, tá bom, eu sei, eu não tava muito a fim de ficar sem intervalo mesmo.

No início do intervalo:

- Aqui, Tiago, o dono do pet shop entregou a sua redação - disse a professora com a folha de papel na mão.

- Ah... Sobre a redação - diz Fábio meio sem jeito.

- Eu sei, a redação não é sua, e como castigo pela mentira vai ficar sem o restante do intervalo fazendo a redação, mas não valerá 10.

"Bip."

- Ah, é uma mensagem - diz Tiago pegando o celular. Adivinha de quem é a mensagem? De Júlia, e ela perguntava: "Como foi?"

Tiago respondeu: "Valeu a pena falar a verdade. O dono do pet shop veio e devolveu a redação, já o meu amigo que mentiu, falando que a redação era nossa, teve que fazer uma no intervalo, mas sem valer 10."

"Ó, sim" - prosseguiu Júlia -, "a professora acredita em quem é honesto, e ela sabe quem fala a verdade e entrega as tarefas no prazo, o Fábio quase nunca entrega."

"É, e agora fica de lição para nós e para o Fábio. Além disso, ela também acredita em quem não chega atrasado do intervalo", ele escreveu e se despediu: "Tchau!"

(Giovanna Borges; texto originalmente publicado no Blog Teen)

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Minha primeira história publicada na NA


Clique na imagem para vê-la ampliada.

Não mexe, esse é meu brinquedo!

Havia uma menina chamada Nicole que tinha 7 anos. Todas as sextas-feiras era permitido levar brinquedos e jogos para a escola. E Nicole estava cheia de presentes que havia ganhado no Natal. E eram tantos, tinha uma boneca veterinária de 25 cm que ela tinha ganhado de sua avó paterna, Maria, tinha a boneca Ariel de 45 cm, que ganhou de sua prima, Letícia, que já era casada; tinha o gatinho que pulava e dançava que ganhou de sua outra avó, Caroline; havia uma boneca de 25 cm que era índia, que tinha ganhado de sua outra tia, Julia. Também uma loja de brinquedo de uma bonequinha de uns dez centímetros, que ganhou de sua outra tia Catarina, e por fim o presente de seus pais: uma boneca quase do tamanho da Nicole, de cabelos loiros, ondulados, com um vestido cor de rosa com enfeites lindos parecendo diamantes de verdade e sem falar no rosto, era mais do que lindo, parecia uma princesa de verdade. Com um monte de presentes e mais seus brinquedos antigos, ela tinha muito que levar para a escola.

Na primeira sexta-feira, mas que festa! Nicole nem sabia o que escolher, pediu todos os presentes e mamãe deixou que ela levasse o gatinho. Então lá foi ela com seu gatinho. Chegando lá viu que muitos haviam levado brinquedos: petecas, bonecas de pano bem simples, bolas de meia, jogos...

“Ah... isso, isso nem se compara ao meu brinquedo... mas, espere um pouco, se o meu brinquedo é o mais legal, todos vão querer brincar com ele... e... vai quebrar!” Pensou ela. Então antes que alguém a visse colocou em sua mochila. Hum... Mas alguém viu. Estela, e adorou o brinquedo. Na hora da recreação, Nicole esperou todos irem para fora da classe e ela ficou lá dentro, escondidinha brincando. Logo sentiu falta de amigos para brincar e foi com eles. Estela já havia espalhado a novidade: A Nicole tem um gatinho muito fofo. Então logo que ela veio, apesar de ser discretamente, todos disseram:

– Posso ver seu gato?!

Nicole arregalou os olhos, engoliu em seco, olhou pro gato, olhou pra todos, se abaixou e lentamente, foi engatinhando até um cantinho que ninguém ocupava, parou ali, e apertou o botão e o gato dançou, pulou e fez acrobacias elegantes. Era um total silêncio, todos com olhos só para o gato. Assim que o gato parou todos se aproximaram e começaram a mexer no gato até que ela disse:

– Chega! Não mexe, esse brinquedo é meu!

Na outra sexta-feira aconteceu o mesmo, mas com a boneca índia. Na outra ela levou a loja da bonequinha. Mas aconteceu algo diferente. Ninguém queria brincar com ela, ninguém ligava pra ela e nem queriam dividir os brinquedos com ela. Então ela percebeu que de nada adiantava ter brinquedos divertidos e mais bonitos, porque se você tem esses brinquedos e não tem com quem brincar que graça vai ter? Então daquele dia em diante Nicole dividia seus brinquedos.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Mulher

Mulher vitoriosa é aquela que batalha pelos outros e por ela.
É aquela que busca a vitória em Deus

Mulher amorosa é aquela que distribui seu amor para os outros.
É aquela que busca o amor em Deus.

Mulher forte é aquela que usa a força para o bem.
É aquela que busca a força em Deus.

Mulher feliz é aquela que ajuda os outros.
É aquela que busca felicidade em Deus.

Parabéns pelo seu dia, que você seja uma mulher vitoriosa, amorosa, forte e feliz.
Que Deus te abençoe por todas as suas boas ações.

Texto: Giovanna Borges

domingo, 23 de janeiro de 2011

Um presente de ano novo

Elisa de quatro anos acordou e viu mamãe Simone olhando para a barriga. Elisa não entendeu por que, ela não estava gorda nem magra e não parecia estar com dor de barriga. Então ela levantou da cama, se sentou ao lado da mãe e perguntou:

– Mamãe, por que você está olhando para a barriga?

A mãe deu um beijo nela e disse:

– Descobri que estou grávida!

– Que legal!

Elisa olhou para a barriga fez carinho e disse:

– Eu vou cuidar bem de você...

No dia seguinte, mamãe disse para Elisa:

– Elisa, eu e o papai vamos para o centro comprar roupas para o bebê, não vai demorar, porque não vamos ter muita opção, não sabemos o sexo do bebê, então vamos procurar roupinhas que sirvam para menina e menino, você quer ir junto?

– U-hum, Machi ainda não echitou ponta – disse Elisa de boca cheia.

– Então se arrume depressa, vista sua camisa bege e sua calça jeans branca.

– Ok!

Chegando lá mamãe entrou em uma loja chamada Baby Show e a vendedora Nicole disse:

– Bom dia, posso ajudar?

– Estamos procurando roupinhas de neném RN ou P que sirvam para menina e para menino.

A vendedora os levou para um lugar onde puderam sentar e disse para esperarem que ela iria trazer algumas roupinhas. Enquanto isso Elisa foi bisbilhotando as roupinhas de neném, pegou uma rosa com flores brancas na parte de cima e em baixo uma ursinha branca com roupas de havaiana e levou para a mãe:

– Olha mãe, que bonitinho esse macacão, compra, o neném vai ficar uma gracinha...

– Querida, e se for menino? Quando souber o sexo e se for menina eu compro, tá?

– Ah... Mas, até lá alguém já vai ter comprado...

– E se for menino o neném ele vai usar roupa de menina?

– Aí você dá para as minhas bonecas.

– Eu não vou gastar dinheiro com suas bonecas, por favor, Elisa, não dá.

Elisa abraçou o macacão foi devolver de cabeça baixa, mas então de repente ela sorriu voltou para a mãe e disse:

– Tira uma foto do macacão?

– Não trouxemos a câmera...

– Então dá pra ser de celular – disse papai tirando o celular do bolso.

Elisa foi pegando um monte de roupinhas e trazendo para o papai tirar fotos. Pegou uma azul com uma bicicleta vermelha, pegou uma branca com a Puka, pegou uma vermelha de capuz, pegou uma bege cheia de corações cor de rosa, uma lilás com uma borboleta azul, uma verde com uma pipa, uma azul com bolinhas marrons. Até que:

– Chega! Encheu o cartão de memória do celular!

– Desculpe... – disse Elisa sentando no colo do pai, pegando o celular e vendo as fotos que o pai havia tirado.

– Tudo bem eu posso descarregar.

Ela deu o celular para a mãe e abraçou o pai. A mãe sorriu e se juntou ao abraço.

– Agora você tem que arrumar a bagunça que fez com as roupinhas.

– Ok – disse Elisa descendo do colo do pai.

Então a vendedora chegou. Como mamãe havia dito, não teve muita opção.

Ela trazia alguns pacotes plásticos que dentro dava para ver macacões vermelhos, laranjas, amarelos, brancos... Essas cores que servem para menino e menina.

– Aqui eu tenho cinco macacões e uma camisetinha que servem pra menina e menino. Se você quiser na próxima semana vão chegar algumas roupinhas de neném novas e a maioria é P, eu poderia ver pra você se tem alguma roupinha que serve para menino e menina.

– Tudo bem, a minha filha achou um macacão aqui que é vermelho com capuz.

Elisa trouxe o macacão para a vendedora e ela disse:

– Esse aqui é G, mas eu trouxe igual RN.

– Eu vou levar este vermelho e essa camisetinha branca. Você tem meias de bebê?

– Tenho algumas, chegam novas semana que vem.

A moça os levou a um lugar onde tinha uma mesa cheia de meias e do lado uma parede onde estavam penduradas mais meias um pouco maiores que as da mesa.

Elisa foi mexendo nas meias, junto com a mãe.

– Olha essa meia cor de rosa com uma flor lilás!

– O espaço de fotos acabou, e essa meia é de menina, e se for menino?

– Eu disse que era bonita não pedi para você levar.

A mãe deu um sorrisinho sem abrir a boca e apertou a bochecha da filha.

Simone escolheu três meias. Na fila do caixa estava olhando para os kits de berço e como estava quase chegando a sua vez, uma moça do caixa disse:

– Quer dar uma olhadinha nos kits de berço?

– Semana que vem eu volto.

Elisa disse em seu pensamento: “Êêê!” E deu um sorrisinho. Ela gostava de ver roupas de nenéns e queria muito ter uma irmãzinha, agora ela queria aproveitar bem essa oportunidade, porque a mãe tinha dito que não iria ter outro bebê.

Voltaram para a casa e Elisa disse:

– Você não vai comprar o carrinho o berço o...?

– Não estou nem de um mês, acho que estou sendo apressada em comprar as roupinhas, ainda temos nove meses.

– Mas, talvez nasça de sete meses!

– Você nasceu no dia que completava nove meses, então ele vai demorar em média oito meses para nascer e mesmo que por sete meses, é bastante tempo.

– Tá, mas...

Mamãe colocou o dedinho na boca dela dizendo “xxxxiiiii”. Lhe deu um abraço e disse:

– Vai dar tempo, não esquenta a cabeça.

Passaram quatro meses e Elisa acordou com papai fazendo carinho na barriga da mãe e dizendo:

– Cadê o meu bebê lindo, lindo? Está aqui dentro esperando para nascer.

Ela sorriu, chutou a coberta e sentou na ponta da cama olhando para a barriga da mamãe. O pai dela a pegou e a levantou, como se fosse jogá-la e a colocou no colo da mamãe.

– Bom dia! – disse Elisa abraçando a mãe.

– Bom dia. Hoje quero ter com você e o papai o dia da família, vamos fazer um piquenique, nadaremos na piscina, brincaremos de frisby... E no final da tarde descobriremos se é menina ou menino!

– Irruh! Querida Eliana ou Daniel! – exclamou Elisa colocando as duas mãos na barriga da mamãe.

– Eliana? Daniel? – perguntou papai.

– Por que não? São belos nomes – disse mamãe.

– Só algumas mudanças: Elina ou Gabriel.

– Ok! São belos nomes – disse Elisa.

Quando foram tomar o desjejum Elisa comeu uma bolacha e foi correndo para a cozinha.

– Elisa pra onde você vai? – perguntou mamãe

– Pegar as coisas do piquenique.

– Venha para a sala de jantar e coma alguma coisa.

– Já comi bolacha!

– Só isso! Você vai ficar com fome... – disse papai.

– Não vou, vou guardar minha fome para o piquenique que vai ser depois de arrumarmos a cesta do piquenique, escovarmos os dentes, trocarmos de roupa e eu e a mamãe arrumarmos o cabelo.

– O piquenique é à tarde, querida – disse mamãe, rindo.

Elisa se sentou à mesa com a cara desapontada.

Quando a tarde chegou se divertiram muito. Mas o que eles sentiam mais do que diversão era ansiedade para saber se era menino ou menina.

Então foram para a clínica onde seria feito o ultrassom.

Elisa ia andando e falando:

– Será que é a Elina ou o Gabriel?

Quando chamou o nome:

– Simone.

Elisa vibrou, estava muita ansiosa.

Eles entraram na sala e quando o médico começou a fazer o exame ela disse:

– Está aparecendo? Eu não estou vendo. Pai, por que é tudo preto e branco, é antigo?

– Xxxiiiii! – disse papai.

– Porque xiii, eu quero saber, é...

O medico disse:

– É menina.

– Iurruh!!! Minha querida Elina, yyyyyeess! – disse Elisa fazendo uma festa.

Os meses se passaram e o Natal chegou. A mãe estava com um barrigão de oito meses. Elisa estava desenhando um cartão para o neném e com a ajuda do papai tinha comprado um par de pantufinhas para a sua irmãzinha Elina. Quando chegou a hora dos presentes, todos faziam uma roda e cada um, do menor para o maior, pegava os presentes que tinha trazido para dar e davam para cada um. Começava pela Jéssica, sua prima de três anos. Ela pegava um presente e dava para a pessoa, pegava outro e dava para outra pessoa até dar para todo mundo na roda. Depois ia Elisa. Ela começou pelo papai que estava do lado da mamãe, para que ela fosse a ultima a receber o presente. Quando chegou à mamãe ela disse:

– Esse é para você e esse é para nossa querida Elina.

Mamãe deu um abraço bem forte nela e disse:

– Ela vai gostar muito, muito mesmo.

E deu um beijo nela.

O Natal passou e como tinha sido na casa dela a ceia, estava suja a casa, mas Elisa disse:

– Mamãe, não limpa nada, eu e o papai vamos limpar para você.

Elisa lavou a louça, papai varreu a casa, os dois passaram um pano úmido no chão, papai trocou os lençóis e Elisa preparou um suco para a mamãe. À noite foram assistir a um filme e mamãe começou a dizer:

– Ai, ai, está dando contração!

– Vou te levar para o hospital. Elisa pegue a malinha e coloque perto do carro.

– Ok! – disse Elisa saindo correndo.

Papai levou mamãe até o carro e colocou a malinha no porta-malas.

Elisa disse:

– E eu?!

– Entra no carro.

Elisa pulou para dentro do carro.

– Onde eu vou ficar?

– Na casa da sua vovó.

Papai deixou Elisa na casa da vovó e foi correndo para o hospital. O médico disse que não seria hoje que iria nascer, foi só um susto, mas era melhor ela ficar internada porque estava muito perto de nascer, talvez em menos de uma semana. Mamãe ficou lá no hospital, mas no dia 30 as dores vieram e muito fortes. O médico foi medir as contrações e disse que estavam muito fortes e que ela já estava com sete dedos de dilatação! Então a mamãe entrou em trabalho de parto e Elina nasceu às 9h40 da manhã com 47 cm e 2 kg e 780 gramas. Elisa ficou sabendo e deixaram-na entrar para ver o bebê. Ela, a vovó e o vovô. Foram até a maternidade e Elisa disse:

– Que linda! Aquela câmera era bem antiga mesmo, fica tudo embaçado e preto e branco. Não sei como que descobriram que era menina?

– Rê, rê, rê. Venha, Elisa, sente-se aqui pra conhecer a sua irmãzinha.

– Sim minha irmãzinha, meu presente de ano novo.

Giovanna Borges

sábado, 22 de janeiro de 2011

Psita e eu

Tudo começou quando um dia vovó estava fazendo sua caminhada e estava subindo o pequeno morro da nossa rua. Ela encontrou uma calopsita cinza. Em nossa rua tem alguns gatos, então ela pegou a calopsita e levou para nossa casa. A Marcella e eu ficamos muito felizes porque víamos algumas pessoas que tinham calopsitas e as achávamos umas gracinhas. As calopsitas são aves. Não são passarinhos como o canário, o pardal ou o bem-te-vi. São psitacídeos como o papagaio, a arara, o periquito, a cacatua... são avezinhas dóceis, mansas, carinhosas, lindas e o maior resultado de ela estar feliz com o seu carinho demonstrado, é ela demonstrar amor por você e alegria com você.

Voltando, nós duas (eu e minha irmã Marcella) pegamos ela no ombro, no braço, fizemos uma festa com a chegada dela. Quando eu fui à escola, não parava de pensar nela. Quando voltei da escola perguntei pra minha vovó:

– Já acharam o dono da calopsita?

E ela respondeu:

– Não ela está lá na biblioteca em cima da barraquinha.

Você deve estar se perguntando: “Por que eu perguntei se já tinham achado o dono da calopsita”? É que nós estávamos perguntando para a vizinhança se alguém tinha perdido uma calopsita e por isso não tínhamos dado nome para ela, para não nos apegarmos a ela. Quando papai chegou gostou muito da calopsita porque ele queria algum psitacídeo e gosta muito de aves. Depois que eu troquei o uniforme fomos perguntar para mais vizinhos. Uma moça disse que o vizinho dos fundos da casa dela tinha uma calopsita fujona, mas desta vez ela não se lembrava de que ela tinha fugido. Já era tarde então voltamos pra casa pra procurar mais no dia seguinte. Peguei a calopsita e coloquei no meu ombro e então eu, a Ma e o papai entramos no carro e fomos procurar o dono da calopsita. Encontramos alguém que disse que tinha perdido uma calopsita cinza e que o filho dele havia chorado muito. Disse que era macho e que se chamava Quiquinho. Minha irmã e eu ficamos tristes, mas pensávamos que aquele era o dono da calopsita e que lá ela estaria contente. Nós voltamos para a casa e depois de alguns minutos ouvimos alguém bater no portão. Minha irmã e meu pai foram atender e sabe quem era? Era aquele homem que tinha ficado com a calopsita. Ele disse:

– Eu vi as fotos da nossa calopsita no computador e percebi que não era esta.

Minha irmãzinha subiu a escada correndo e dizendo:

– A calopsita voltou!

Eu levantei da cadeira do computador e fiquei muito feliz. Fomos à agropecuária. Lá compramos alpiste e a gaiola dela e também o homem de lá cortou a ponta da asa dela para que ela não voasse muito alto e fugisse. Sexta à noite ficamos pensando em um nome para ela. Bibi, Quiquinha, Maila, Priscila... E de Priscila meu pai teve a ideia de Psita e foi esse o nome que ficou. No dia seguinte quando fomos à igreja eu contei para algumas crianças sobre a Psita. A Letícia, a Maísa e o Marcos foram para a minha casa e pegaram Psita e ela deixou sua marca no Marcos (fez cocô).

Naquela tarde nos divertimos, não só com ela, também com outras coisas. Outro dia nós estávamos passeando para encontrar uma árvore seca para a Psita e o papai encontrou um monte de arvores secas, disse para que eu e minha irmãzinha nos afastássemos porque ele iria retirar uma daquelas árvores secas e podia ter algum bicho. Aquela árvore era para a Psita se divertir roendo a casquinha da madeira e ir escalando seus galhos secos.

Nós tínhamos umas vizinhas na rua de trás e uma delas, a Lorraine, tinha duas calopsitas e parecia que a Psita e elas conversavam com os gritos tão altos que elas davam.

Ouvíamos às vezes umas risadinhas engraçadas, mas não sabíamos de quem eram, até que descobrimos que era da Psita, quando ela estava feliz fazia um showzinho de dança e cantoria. Ela dançava batendo o bico no espelho, na parede, no chão, fazia as risadas, assoviava e como diz a minha mãe, fazia bem alto “Vi!Vi!Vi!Vi!Vi!”

Divertíamo-nos muito com a Psita, ela andava pelo chão roendo tudo, fazia um som esquisito tipo “nheu, nheu, nheu, nheu” ou “nho, nho,nho,nho,nho” e também aquele som de touro bufando. Às vezes a colocávamos dentro da mochila e ela ficava toda contente, mas quando colocávamos o rosto dentro da mochila ela nos bicava e fazia aquele som de touro bufando.


A Lorraine iria viajar e deixou suas calopsitas conosco e a Psita se apaixonou por um dos machinhos chamado Petrúquio. Os três se divertiam na nossa casa, principalmente na árvore seca e no varal.


A Psita se divertia com outras calopsitas, mas nem todas, e com as que ela não se dava muito bem parecia que brigavam. Alguns diziam que a Psita era brava, mas eu nunca achei isso, tem calopsitas mais bravas que ela e ela não era brava eu posso afirmar. Quer que eu prove que ela não era brava? Tá bom! Ela sabia a diferença de pele e de coisas de roer, eu sei porque ela nos bicava fraquinho, fazia um pouquinho de cócegas, mas não doía e também porque um dia ela estava roendo o controle remoto e sem querer eu coloquei o meu dedo, e como ela não viu pensou que era o controle e bicou com força. Então eu sei que ela pode partir um grão de milho cru no meio e fazer cócegas na gente.

Outro dia meu priminho Eliel veio à minha casa e construiu uma casinha de bloquinhos de madeira e de repente a “demolidora” chegou e “pof”, a casinha caiu porque a Psita deu uma cabeçada na casinha.


Um dia fomos para uma montanha e os moradores de lá gostaram muito dela e uma das crianças queria pegar quase toda hora. Pena que ela tinha que ficar na gaiola, mas era porque eles tinham cinco cachorros bem gordos, da raça São Bernardo.


Todo ano nós íamos para o UNASP e em 2009 (porque foi o ano em que achamos a Psita) levamos a Psita e ela virou amiguinha de uma calopsita que tinha lá, o nome da calopsita era Peres e uma vez o Peres ficou lá no nosso quarto e na mesma gaiola que a Psita, a Psita ficou em cima do potinho de água e o Peres no chão da gaiola.



Quase todos gostavam muito da Psita, alguns não gostavam muito da Psita e eu irei dar um exemplo de uma pessoa. Quando eu levei a Psita na escola, outras crianças também tinham levado calopsitas. No recreio levamos as calopsitas para a sala do quinto ano, mas a Psita bicou outra calopsita e a dona dela ficou brava com a Psita então eu a tirei de lá. Como você viu a Psita não se dava bem com todas as calopsitas, mas com todas as pessoas sim.

A Psita gostava mais da mamãe e do papai, mas depois que eu aprendi a cuidar de calopsitas ela gostou mais de mim e do papai. Eu a amava demais, era a minha melhor amiga e ela me amava, demonstrava isso com a cabeça, com os pés, com as asas...

Uma coisa muito engraçada que ela fazia era assim: quando nós íamos tomar banho, às vezes a gente deixava uma frestinha no box, ela entrava por essa frestinha e tomava banho com a gente. Ela abria as asinhas e esfregava no nosso braço molhado, e saia toda molhada. Então eu ficava embaixo do cobertor e a colocava no meu peito e ela se aquecia também embaixo do cobertor.

Se eu for contar toda a vida da Psita vai dar mais do que um livro de mais ou menos 400 páginas, mas eu não me lembro disso tudo. Então temos que ir ao triste final.

Um dia que parecia normal, eu estava fazendo as tarefas da escola, a Psita andando pelo chão e a mamãe e a Marcella não sei o que estavam fazendo. Eu tinha deixado a borracha maldita na minha mochila e eu estava à mesa. Levantei da cadeira para pegar a borracha e... snif... snif... snif... eu... pisei... nela, na Psita. No dia 25 de maio ela morreu. Eu gritei e chorei, não podia aceitar, ela me amava tanto e eu amava tanto ela, quando de repente tudo acabou, foi um choque! Eu tinha me apegado tanto, tanto a ela. Nada podia me consolar. Todos choraram mamãe, Marcella, eu e até o papai. Fomos enterrá-la à tarde e eu joguei semente da flor de crotalária na sepultura que o pai cavou, mas infelizmente não nasceu. Estas são palavras que eu quero dizer para ela quando chegar ao céu:

“Psita eu te amo muito. Quando você morreu, eu nunca me esqueci de você e esperava por este dia, em que nós nos encontraríamos de novo. Eu derramei muitas lagrimas por você, não só no dia de sua morte, mas depois também. Como eu não podia acreditar que você tinha morrido eu imaginava que quando voltasse da escola ou do conservatório você estivesse lá em casa piando. Eu sonhei a noite com você, varias vezes, que você tinha voltado para mim. Como gostaria que meus sonhos fossem realidade. Mas não é realidade e vale a pena ser fiel a Deus, porque agora eu tenho você de volta e o céu!”


Leia também: "As lições que a Psita nos ensinou"

O Que Ele Viu na Grécia

Li um livro chamado O Que Ele Viu na Grécia e recomendo. Ele conta a história de um cego chamado Daxos que morava na Grécia. Eles acreditam que Daxos nasceu cego porque os deuses o amaldiçoaram e por isso ele sofre de discriminação. Daxos não tem mãe porque ela morreu no parto dele, então o pai lhe dedica muito carinho, tentando suprir a ausência dela. Daxos é apaixonado por uma moça chamada Heleia e tenta pedir ela em namoro, mas antes dele pedir, ela contou sobre a amiga dela que conheceu um homem que falou para ela sobre um Deus diferente de todos os deuses que eles conheciam, um Deus de amor, que nunca fica bravo. Esse livro foi meu pai que escreveu. Faz parte da coleção que eu falei na resenha do livro Tesouro no Egito.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Um Natal especial

Marina acordou pensando: “Estou atrasada, preciso ir logo tomar o desjejum, se não vou chegar mais atrasada ainda, na escola.” Mas, logo viu os enfeites de natal em seu quarto e se lembrou que estava de férias. Levantou da cama, escovou os dentes, desceu as escadas, pegou uma banana e foi tomar o desjejum. Depois subiu as escadas escovou os dentes, outra vez, penteou seus cabelos lisos, castanhos que chegavam à altura do queixo, foi para o quarto e vestiu sua camiseta azul de flores e a calça rosa, com o símbolo do rostinho de uma criança sorrindo no lado esquerdo; embaixo do rostinho estava escrito “criança feliz”. Marina olhou para o símbolo e se lembrou da história daquela calça. Quando sua mãe trabalhava no orfanato criança feliz, as crianças deram para ela aquela calça, que uma delas (que tinha 12 anos) pediu uma calça para sua amiga de nove anos e ela deu uma calça dela cor de rosa. Então a menina de 12 anos pediu para uma das professoras lhe dar uma bonequinha de pano do símbolo do orfanato. Quando a professora lhe deu a bonequinha ela costurou na calça e bordou embaixo da bonequinha “criança feliz”. Depois ela entregou para a mãe de Marina embrulhadinha com papel prateado. Quando Marina abriu, viu um papelzinho e leu:

“Querida Marina, muito obrigada pelo amor dedicado a cada dia que você vem aqui. Queremos te dar uma simples lembrançinha para poder demonstrar que te amamos. Não só por isso, mas também porque você merece. Não é muito, mas é o que podemos fazer. Nós te amamos muuuito. Com amor e carinho: Orfanato Criança feliz.

Escrito por: Célly Oliveira de Souza.”

Marina começou a pensar: “Eles foram tão bondosos, tiveram tanta solidariedade comigo e eu nem fiz nada para eles.”

Ela desceu as escadas, se jogou no sofá da sala e ficou pensando no que dar para eles:

“Eu posso costurar um suéter para cada um... Mas não dá, se para costurar um, eu já levo dias, imagine 20 suéteres. Posso dar uma de minhas calças... não dá, primeiro, iria dar briga para ver quem iria ficar com a calça, segundo eu não sei o tamanho de roupa que cada um deles usa... terceiro eu só tenho nove calças não 20. Podia pedir para mamãe fazer um bolo... não dá, ela já está desde a manhã fazendo muitos pratos especiais para a ceia de Natal, porque titio Carlos, titia Pâmela, titio Sérgio, titia Camila, primos Mateus e Carlos Junior, primas Bianca, Isabela, Isabeli e Carla, vô Mario, vó Suzi, vô Cláudio,vó Simoni, meu irmão Lucas e a esposa dele Emilia vão vir pra cá e alem deles tem eu, o meu pai Flavio, meu irmãozinho de dois anos Fabrício e ela mesma (minha mãe Sara) e também as crianças devem ter bolo para o Natal.

Marina se ajoelhou e orou:

– Querido Deus, obrigada por mais um Natal que Tu estás nos dando. Que seja um bom Natal cheio de alegrias. Obrigada pela amizade que eu tenho com aquelas crianças que foram tão bondosas comigo e eu gostaria de encontrar alguma coisa para dar para aquelas crianças. Amém.

Ela abriu os olhos e viu a árvore de Natal e embaixo dela muitos presentes, então ela disse:

– Eu tenho tantos presentes... Tantos brinquedos... Brinquedos?!... Brinquedos!

Ela correu para o quarto pegou uma caixa e começou a separar os brinquedos que ela não usava mais. Iria dar para as crianças de lá.

No finzinho da tarde, às 6h30 ela contou para a mãe o que ela tinha feito e pediu para que a levasse para o orfanato Criança Feliz. Chegando lá, Marina foi correndo com a caixa nos braços passando da cabeça. Ela entregou para a mãe quando uma das professoras chegou:

– Olá, Sara, quanto tempo, feliz Natal!

–Olá, Liliam, faz tempo mesmo que nós não nos vemos, feliz Natal para você também.

– Como sua filha cresceu! Tinha sete anos quando a vimos da última vez, ficou mais bonita de cabelo curto.

– Obrigada e você está mais bonita sem óculos - Disse Marina com as bochechas rosadas.

– Obrigada, eu também achei.

– Minha filha disse que vestiu a calça do orfanato, que é a que ela está usando agora.

Marina largou a caixa um pouco para que Liliam pudesse ver o símbolo “criança feliz”. E disse que lembrou da história daquela calça e ficou com vontade de ajudar e com a ajuda de Deus decidiu que iria doar seus brinquedos que não usava mais.

– Muito obrigada, Marina! As crianças vão ficar super felizes, isso é um belo presente de Natal e tem um embrulho lindo. Laço azul brilhante e caixa vermelha, deve ter brinquedos legais aqui dentro.

– Por nada, e eu posso pedir um favor para você?

– Claro!

– Você pode entregar essa cartinha para a Célly ler para as crianças?

– Com certeza.

Marina voltou feliz para a casa e teve um Natal muito especial. E lá no orfanato as crianças se divertiam com os novos brinquedos e Célly leu a cartinha:

“Querido orfanato Criança Feliz, feliz Natal! E mais pra frente feliz ano novo. Mas eu espero poder vê-los no ano novo. Amo muito vocês: Eliza, Emily, Marcos, Lucas, Diana, Laura, Gabriel, João, Jônatas, Alícia, Alice, Eduardo, Mônica, Heber, Julio, Julia, Suzana, Pedro, Leonardo e Célly. Obrigada pela calça, mas, mais do que a calça, a amizade de vocês. Muuito obrigada, eu amo muuuito vocês.

Assinado: Marina Pereira Carvalho.”

Giovanna Borges

domingo, 12 de dezembro de 2010

Conspiração na Pérsia

Li outro livro da mesma coleção Grandes Impérios e Civilizações chamado Conspiração na Pérsia. As personagens principais desta história são Ester e Sera. Ester, acho que você já conhece, ela era uma rainha corajosa que tomou uma atitude perigosa, mas com essa atitude salvou o seu povo. Sera é uma moça que não tem pai, mas sabia que o pai desejava ter um menino e ela era a única filha que ele tinha tido. Então ela quis se tornar uma guerreira, como o pai dela fez, defender o povo de Israel. Para apagar o fogo que a consumia por dentro, ela queria provar que era capaz. Sera aprende que a paciência é preciso. Ester e Sera fizeram um ato de coragem.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Tesouro no Egito

Li um livro chamado Tesouro no Egito e recomendo. Ele fala sobre Kátia e Roberto que são um casal de arqueólogos e Mariana e Carlos que são os filhos do casal. Esse casal se conheceu no Egito e então quiseram levar os filhos para o Egito, pra conhecer os lugares turísticos (pirâmides, museu do Cairo, esfinges...), mas encontram um “mapa do tesouro” e a simples férias vira uma aventura que eles não esperavam. Eu gostei do livro, pois contém informações sobre o Egito e ao mesmo tempo aventura. O autor é o meu pai que também escreveu: Descoberta na América, Liberdade em Babilônia, Conspiração na Pérsia, O que Ele Viu na Grécia, Vida Nova em Roma, que são uma coleção (Tesouro no Egito também).

Música - Pinheiro de natal


(Coro)
Debaixo pra cima vamos descrever.
Vamos cantar, é legal você vai ver.

(Cantor 1)
Embaixo fica o meu presente.
Sei que quando eu abrir vou ficar contente.

(coro)
Debaixo pra cima, vamos descrever.
Vamos cantar, é legal você vai ver.

(cantor 2)
No meio tem luzinhas de natal.
Eu gosto de vê-las piscar, é muito legal.

(coro)
Debaixo pra cima vamos descrever.
Vamos cantar, é legal você vai ver.

(cantor 3)
No meio bolas vermelhas tem.
Dá pra ver o meu rosto e dos outros também.

(coro)
Debaixo pra cima vamos descrever.
Vamos cantar, é legal você vai ver.

(cantor 4)
No topo há uma dourada.
Se ela é tão bonita, não entendo como fica calada.

(coro)
Debaixo pra cima vamos descrever.
Vamos cantar, é legal você vai ver.
É legal você vai ver.
É legal você vai ver.
Você viu.

Giovanna Borges

Música - Pisca estrelinha


(cantor 1)
Estrelinha, lá do céu, que está sempre a piscar.
Pisca, pisca sem parar, venha minha vida iluminar.

(coro)
Pisca, pisca, pisca, pisca.
Pisca sem parar e nunca, nunca vá se apagar.

(cantor 2)
Estrelinha queridinha, daqui você brilha pouquinho.
Mas, com seu brilho já ilumina o mundo inteirinho.

(coro)
Pisca, pisca, pisca, pisca.
Pisca sem parar e nunca, nunca vá se apagar.

(cantor 3)
Estrelinha você brilha como ouro.
Para mim é um grande tesouro.

(coro)
Pisca, pisca, pisca, pisca.
Pisca sem parar e nunca, nunca vá se apagar.

(cantor 4)
Estrelinha brilhante, azul, vermelha e amarela.
Que ilumina como lâmpada eu e ela.

(coro)
Pisca, pisca, pisca, pisca.
Pisca sem parar e nunca, nunca vá se apagar.
Nunca, nunca vá se apagar.
Giovanna Borges

Música - Chuva, chuvinha


(cantor 1)
Chuva, chuvinha, cai pra regar o meu jardim.
Chuva, chuvinha, é tão bom pra mim.

(coro)
Chuva, chuvinha, cai de mansinho lá do céu.
Chuva, chuvinha, cai de fortinho lá do céu.

(cantor 2)
Chuva, chuvinha, sem ela o que eu comeria?
Chuva, chuvinha, é tão bom pra mim.

(coro)
Chuva, chuvinha, cai de mansinho lá do céu.
Chuva, chuvinha, cai de fortinho lá do céu.

(cantor 3)
Chuva, chuvinha, cai pra molhar a terra.
Chuva, chuvinha, é tão bom pra mim.

(coro)
Chuva, chuvinha, cai de mansinho lá do céu
Chuva, chuvinha, cai de fortinho lá do céu.

(cantor 4)
Chuva, chuvinha é o Papai do céu que faz cair.
Chuva, chuvinha, é tão bom pra mim.

(coro)
Chuva, chuvinha, cai de mansinho lá do céu.
Chuva, chuvinha, cai de fortinho lá do céu.

(cantor 1)
Chuva, chuvinha.

(cantor 2)
Chuva, chuvinha.

(cantor 3)
Chuva, chuvinha.

(cantor 4)
Chuva, chuvinha.

Giovanna Borges

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Alex e os Índios Terenas

Li um livro do Denis Cruz e recomendo. Ele se chama Alex e os Índios Terenas. Alex vai passar as férias com o pai na fazenda deles e lá eles percebem que a fauna e a flora estão morrendo. E Alex e seus amigos que conhece (Nzopune e Tempurá) com a ajuda de Teti, Hiya’iti e Deus conseguem descobrir a causa e salvar a fazenda.

O livro é da Casa Publicadora Brasileira. Compre aqui.

Giovanna Borges

domingo, 24 de outubro de 2010

Um diário lido

Ana Paula era uma menina de nove anos que tinha uma irmã chamada Pâmela de 15 anos. A família delas morava em uma casa branca com grafiato e fachada de pedra que no bairro era conhecida como casa grande (por ser a maior casa da rua e do bairro). Ana Paula tinha cabelos lisos, até a cintura e castanhos, pele clara e olhos verdes. Pâmela tinha cabelos até o queixo, lisos e quase loiros, pele clara e olhos castanhos. Na escola Ana Paula aprendia que Deus não existe e que o mundo surgiu de uma explosão. Os pais dela ensinavam a mesma coisa. Ana Paula não gostava muito dessa teoria, ela pensava: “Eu não queria ter vindo do macaco, é esquisito e pra onde eu vou e o que eu faço aqui?”

Ela perguntava para os pais:

– Será que isso tudo é verdade, como um bicho pode virar uma pessoa? Com sua mente mudou tanto? Eu não consigo aceitar ou ao menos entender.

Um dia Ana Paula achou no quarto de Pâmela um caderninho que na capa estava escrito diário. Ela pensou se lia ou não e aí ela decidiu: “Vou ler só o primeiro parágrafo”, e começou:

– Querido Jesus, na escola está difícil, mas me ajude a estudar. Sebe, às vezes eu penso que vir do macaco é esquisito, eu prefiro ser criada por Deus. Me dê coragem porque esta difícil de falar do teu amor para os meus pais. Eu vejo que Ana Paula está confusa, e vou ajudá-la a entender que Tu és um Deus de muito amor, a criou e a ama muito e cuida dela com amor.

Ana Paula ficou curiosa, mas ao mesmo tempo com medo de perguntar para a irmã, porque normalmente irmãs não gostam que leiam o diário delas.

No dia seguinte Ana Paula pegou o diário da irmã e leu o outro parágrafo:

– Querido Jesus, obrigada por me ajudar, hoje consegui entender perfeitamente o que a professora Eliana explicou. Obrigada também por me lembrar onde está a minha caneta vermelha. A Angélica me deu uma Bíblia eu comecei a ler pelo Novo Testamento como ela aconselhou, a Bíblia está me dando todas as respostas, você é muito inteligente, inspirou todos esses homens para que escrevessem em uma linguagem que nós entendêssemos e satisfazemos nossas duvidas.

Ana Paula pediu para a mãe levar ela em uma livraria e lá ela comprou uma Bíblia. A mãe não achou muito bom e conversou com o pai sobre o assunto, o pai disse:

– Ah, deixa ela com o seu livro de contos de fadas.

Ana Paula começou a ler pelo Novo Testamento, como estava escrito no diário. Ela começou a fazer varias descobertas e quando acabou o ano, ela acabou de ler a Bíblia e foi falar com Pâmela:

– Pâmela eu li os dois primeiros parágrafos do seu diário e aí eu quis ler a Bíblia e li, acabei há pouco tempo, sabe eu gostaria de ter um diário e de conversar mais com você sobre Deus, pode ser?

Pâmela exclamou:

– É CLARO!

E assim as duas tinham um diário, conversaram sobre Deus e estavam falando sobre Deus para os pais.

Giovanna Borges

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

É só uma mentirinha...


A história de hoje conta de uma menina chamada Kiria. Ela tinha seis anos. Kiria tinha muitos irmãos: Kaila de dez anos, Kailane de oito anos, Karlos de sete anos, Klaudio de nove anos e os gêmeos Kaissa e Kaléu, de onze anos. Um domingo à tarde Kailane, Karlos e Kiria estavam brincando e Kiria estava com a roupa nova que iria usar para ir a uma festa de aniversário, só que para usar aquela roupa ela insistiu com a mãe dela até que a mãe disse:

– Ta bom, mas se você sujar você vai ficar de castigo.

Mas ela tinha esquecido ou ignorado o que a mãe disse, e foi brincar em qualquer lugar: no barro, na terra, na areia e aí ela estava brincando com os irmãos perto da cerca de arame farpado e do outro lado da cerca tinha uma poça de lama. De repente Paulo gritou:

– Kiria!

Eles estavam brincando de pega-pega e estava com o Paulo, Kiria estava correndo de costas e então tropeçou e caiu pro outro lado da cerca. Como o vestido era comprido (até a canela) ela não se machucou. Então Kailane disse:

– Você está bem?

E logo após ela exclamou:

– Kiria o seu vestido rasgou e está todo sujo!

– Ah não! Vou falar pra mamãe que a Gabriela veio aqui e me empurrou na lama – disse Kiria e respondeu Kailane:

– Mas nós aprendemos na escola que não se pode mentir!

Kiria voltou a dizer:

– É só uma mentirinha.

Mas Paulo falou:

– Uma mentira puxa a outra.

Disse Kiria:

– Essa não vai puxar.

– Se puxar eu e o Paulo contamos pra mamãe – ameaçou Kailane.

A sua mãe disse que estava tudo bem, mas que ia usar a mesada de Kiria pra pagar o vestido porque era alugado.

Outro dia Kiria estava com suas amigas na escola: Elaine e Sara estavam juntas e Sara estava com um saquinho com seis balas dentro. E Sara ia dividir com a família, mas Kiria queria aquele chiclete e ela tentava se segurar mas não conseguia e aí de repente Kiria ficou quieta e colocou a mão no bolso de Sara e suas mãozinhas pegaram um chiclete. Elaine viu, mas não disse nada. Depois que Sara saiu Elaine avisou:

– Kiria, a Sara vai perceber, ela estava com os chicletes contados.

Kiria solucionou:

– É só eu falar que eu não vi nada.

Elaine fez uma cara que aceitou só que não achou muito boa a história.

Outro dia Kaissa estava ajudando Kiria a fazer tarefa e Kaléu estava do lado. Kiria tinha levado um copo de suco. Kaléu saiu pra ir ao banheiro e Kiria foi pegar sua borracha e “splesh”, ela esticou a mão e esbarrou no copo de suco e caiu no livro do Kaléu.

Kaissa exclamou:

– Kiria, agora Kaléu vai brigar com você!

– Não se preocupe eu vou dizer que quando ele ligou o ventilador o meu lápis voou e aí bateu no copo de suco e o copo caiu!

– Kiria, eu não acho uma boa ideia... Não podemos mentir... E...

– Ai, pode sim.

Kiria fez uma carinha que deu um dó e aí Kaissa permitiu:

– Ta, mas eu não quero ver e ouvir você mentir de novo, ouviu mocinha?

– Sim.

Kaléu ficou triste, mas a mãe deles comprou um livro novo e ele copiou tudo o que conseguiu.

Outro dia ela estava vendo os carrinhos de Klaudio e perguntou:

– Posso brincar com um de seus carrinhos?

– Se não sujar nem estragar.

– Ta bom, não vou.

Kiria foi brincar de carrinho no terreno ao lado da casa dela. Estava brincando na mureta de ir com o carrinho pra frente e pra trás, mas viu Lívia sua vizinha brincando na calçada da sua casa com a boneca que fala sete frases. Ela largou o carrinho e foi lá, mas quando ela largou o carrinho caiu e sujou todo de lama e quando ela voltou pra casa Kiria pisou em uma coisa dura e juntou o carrinho todo sujo e com uma roda quebrada. Kiria levou um susto, mas logo inventou uma história:

– A Elaine veio aqui e eu disse pra ela não sujar e nem quebrar o carrinho, só que aí eu fui ao banheiro e ela jogou o carrinho no chão.

Klaudio ficou triste e não deixou mais ela brincar com os carrinhos lá fora.

Outro dia Kiria estava conversando com Kaila. Kaila perguntou:

– É verdade que você mentiu pra mamãe?

– Sim, mas não conta pra ela.

– É verdade que você mentiu pra Sara?

– Sim, mas não conta pra ela.

– É verdade que você mentiu pro Kaléu?

– Sim, mas não conta pra ele.

– É verdade que você mentiu pro Klaudio?

– Sim, mas não conta pra ele.

– Kiria, quantos “não conta pra ele ou ela” você vai dizer? Quantas mentiras? Isso é errado. Está escrito em Êxodo 20:16: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” é um dos mandamentos de Deus, quem conhece eles mas não os segue não vai pro céu e você conhece.

Kiria ficou um pouco pensativa e exclamou:

– Eu vou contar a verdade e pedir desculpas para Jesus e para quem eu menti.

Assim Kiria contou a verdade para todos que havia mentido e pediu perdão para Jesus.

Giovanna Borges

sábado, 25 de setembro de 2010

Eliseu

Eliseu viu Elias ao Céu subir,
Mas, enquanto Elias subia,
Deixou sua capa cair.

Eliseu a capa no rio Jordão jogou
E em caminho seco o rio atravessou.

Uma vez, Eliseu uma viúva ajudou,
Seu azeite multiplicou
E as dívidas ela pagou.

Eliseu falou pra Naamã
Que tinha que no rio Jordão mergulhar;
Eram apenas sete vezes para se curar.

Um jovem deixou o machado no rio Jordão afundar;
Eliseu jogou um pau e o machado passou a boiar.

Giovanna Borges

domingo, 30 de maio de 2010

Baleia franca

Recebi do meu avô Zulmar um vídeo documentário sobre a natureza e a biodiversidade de Santa Catarina, o estado onde meus pais nasceram. A parte que mais gostei foi sobre as baleias francas.

Antigamente as baleias francas (a segunda espécie mais ameaçada do planeta) iam se refugiar nos mares de Santa Catarina, mas ao invés disso elas se encontravam com a fúria dos caçadores. Não eram só pescadores artesanais que caçavam as baleias, mas também as frotas baleeiras americanas, francesas e japonesas.

As baleias francas possuem 40 centímetros de gordura debaixo da pele e essa gordura era usada para acender lampiões e para construções. Um exemplo dessas construções é o farol de Santa Marta, construído em 1891 em Laguna. É a maior construção feita com óleo de baleia em todo o mundo.

A baleia franca tem esse nome dado pelos pescadores porque é muito fácil de pescá-la, se ela não estiver com o filhote.

Mas poucos anos atrás criaram um projeto e não se pode mais pescar as baleias francas. Os pescadores que antigamente pescavam as baleias francas lembram com orgulho de terem pescado essas baleias. Em outros lugares ainda pescam as baleias, então para terem seus filhotes elas vão para os mares do sul de Santa Catarina, de Florianópolis até o Balneário Rincão e ficam nessa área de junho a novembro.

domingo, 9 de maio de 2010

Querida mamãe

É você quem me dá proteção, é você quem me dá amor, quem me dá felicidade, quem é tão amorosa, quem é muito especial. Você faz minha comida, lava minha roupa e minha louça. Por isso, hoje eu quero enfim te dizer: Obrigada, te amo, te adoro, minha mamãe, linda, querida, estrela da minha vida. Você é a minha flor mais bonita do meu jardim imaginário. A luz que me ensina a viver, que me ajuda bastante e que me guia por esta vida é você. Você é tão carinhosa, tão amorosa, obrigada por tudo.

Que Deus te abençoe, minha melhor amiga. Abraços e beijos gostosos que você me dá, hoje eu vou te abraçar, beijar e cantar pra você.

Mamãe, eu gosto quando sentamos na cama, você me abraça e aí conversamos, ou lemos um livro. Não gosto quando estamos brincando e você fala pra guardar os brinquedos, mas sei que é a coisa certa então tenho que fazer.

Pra terminar essa carta, quero dizer: Muito obrigada minha mãe, meu tesouro.

Feliz Dia das Mães.

De sua filha que te ama.

Giovanna