sexta-feira, 11 de março de 2011

Mulher

Mulher vitoriosa é aquela que batalha pelos outros e por ela.
É aquela que busca a vitória em Deus

Mulher amorosa é aquela que distribui seu amor para os outros.
É aquela que busca o amor em Deus.

Mulher forte é aquela que usa a força para o bem.
É aquela que busca a força em Deus.

Mulher feliz é aquela que ajuda os outros.
É aquela que busca felicidade em Deus.

Parabéns pelo seu dia, que você seja uma mulher vitoriosa, amorosa, forte e feliz.
Que Deus te abençoe por todas as suas boas ações.

Texto: Giovanna Borges

domingo, 23 de janeiro de 2011

Um presente de ano novo

Elisa de quatro anos acordou e viu mamãe Simone olhando para a barriga. Elisa não entendeu por que, ela não estava gorda nem magra e não parecia estar com dor de barriga. Então ela levantou da cama, se sentou ao lado da mãe e perguntou:

– Mamãe, por que você está olhando para a barriga?

A mãe deu um beijo nela e disse:

– Descobri que estou grávida!

– Que legal!

Elisa olhou para a barriga fez carinho e disse:

– Eu vou cuidar bem de você...

No dia seguinte, mamãe disse para Elisa:

– Elisa, eu e o papai vamos para o centro comprar roupas para o bebê, não vai demorar, porque não vamos ter muita opção, não sabemos o sexo do bebê, então vamos procurar roupinhas que sirvam para menina e menino, você quer ir junto?

– U-hum, Machi ainda não echitou ponta – disse Elisa de boca cheia.

– Então se arrume depressa, vista sua camisa bege e sua calça jeans branca.

– Ok!

Chegando lá mamãe entrou em uma loja chamada Baby Show e a vendedora Nicole disse:

– Bom dia, posso ajudar?

– Estamos procurando roupinhas de neném RN ou P que sirvam para menina e para menino.

A vendedora os levou para um lugar onde puderam sentar e disse para esperarem que ela iria trazer algumas roupinhas. Enquanto isso Elisa foi bisbilhotando as roupinhas de neném, pegou uma rosa com flores brancas na parte de cima e em baixo uma ursinha branca com roupas de havaiana e levou para a mãe:

– Olha mãe, que bonitinho esse macacão, compra, o neném vai ficar uma gracinha...

– Querida, e se for menino? Quando souber o sexo e se for menina eu compro, tá?

– Ah... Mas, até lá alguém já vai ter comprado...

– E se for menino o neném ele vai usar roupa de menina?

– Aí você dá para as minhas bonecas.

– Eu não vou gastar dinheiro com suas bonecas, por favor, Elisa, não dá.

Elisa abraçou o macacão foi devolver de cabeça baixa, mas então de repente ela sorriu voltou para a mãe e disse:

– Tira uma foto do macacão?

– Não trouxemos a câmera...

– Então dá pra ser de celular – disse papai tirando o celular do bolso.

Elisa foi pegando um monte de roupinhas e trazendo para o papai tirar fotos. Pegou uma azul com uma bicicleta vermelha, pegou uma branca com a Puka, pegou uma vermelha de capuz, pegou uma bege cheia de corações cor de rosa, uma lilás com uma borboleta azul, uma verde com uma pipa, uma azul com bolinhas marrons. Até que:

– Chega! Encheu o cartão de memória do celular!

– Desculpe... – disse Elisa sentando no colo do pai, pegando o celular e vendo as fotos que o pai havia tirado.

– Tudo bem eu posso descarregar.

Ela deu o celular para a mãe e abraçou o pai. A mãe sorriu e se juntou ao abraço.

– Agora você tem que arrumar a bagunça que fez com as roupinhas.

– Ok – disse Elisa descendo do colo do pai.

Então a vendedora chegou. Como mamãe havia dito, não teve muita opção.

Ela trazia alguns pacotes plásticos que dentro dava para ver macacões vermelhos, laranjas, amarelos, brancos... Essas cores que servem para menino e menina.

– Aqui eu tenho cinco macacões e uma camisetinha que servem pra menina e menino. Se você quiser na próxima semana vão chegar algumas roupinhas de neném novas e a maioria é P, eu poderia ver pra você se tem alguma roupinha que serve para menino e menina.

– Tudo bem, a minha filha achou um macacão aqui que é vermelho com capuz.

Elisa trouxe o macacão para a vendedora e ela disse:

– Esse aqui é G, mas eu trouxe igual RN.

– Eu vou levar este vermelho e essa camisetinha branca. Você tem meias de bebê?

– Tenho algumas, chegam novas semana que vem.

A moça os levou a um lugar onde tinha uma mesa cheia de meias e do lado uma parede onde estavam penduradas mais meias um pouco maiores que as da mesa.

Elisa foi mexendo nas meias, junto com a mãe.

– Olha essa meia cor de rosa com uma flor lilás!

– O espaço de fotos acabou, e essa meia é de menina, e se for menino?

– Eu disse que era bonita não pedi para você levar.

A mãe deu um sorrisinho sem abrir a boca e apertou a bochecha da filha.

Simone escolheu três meias. Na fila do caixa estava olhando para os kits de berço e como estava quase chegando a sua vez, uma moça do caixa disse:

– Quer dar uma olhadinha nos kits de berço?

– Semana que vem eu volto.

Elisa disse em seu pensamento: “Êêê!” E deu um sorrisinho. Ela gostava de ver roupas de nenéns e queria muito ter uma irmãzinha, agora ela queria aproveitar bem essa oportunidade, porque a mãe tinha dito que não iria ter outro bebê.

Voltaram para a casa e Elisa disse:

– Você não vai comprar o carrinho o berço o...?

– Não estou nem de um mês, acho que estou sendo apressada em comprar as roupinhas, ainda temos nove meses.

– Mas, talvez nasça de sete meses!

– Você nasceu no dia que completava nove meses, então ele vai demorar em média oito meses para nascer e mesmo que por sete meses, é bastante tempo.

– Tá, mas...

Mamãe colocou o dedinho na boca dela dizendo “xxxxiiiii”. Lhe deu um abraço e disse:

– Vai dar tempo, não esquenta a cabeça.

Passaram quatro meses e Elisa acordou com papai fazendo carinho na barriga da mãe e dizendo:

– Cadê o meu bebê lindo, lindo? Está aqui dentro esperando para nascer.

Ela sorriu, chutou a coberta e sentou na ponta da cama olhando para a barriga da mamãe. O pai dela a pegou e a levantou, como se fosse jogá-la e a colocou no colo da mamãe.

– Bom dia! – disse Elisa abraçando a mãe.

– Bom dia. Hoje quero ter com você e o papai o dia da família, vamos fazer um piquenique, nadaremos na piscina, brincaremos de frisby... E no final da tarde descobriremos se é menina ou menino!

– Irruh! Querida Eliana ou Daniel! – exclamou Elisa colocando as duas mãos na barriga da mamãe.

– Eliana? Daniel? – perguntou papai.

– Por que não? São belos nomes – disse mamãe.

– Só algumas mudanças: Elina ou Gabriel.

– Ok! São belos nomes – disse Elisa.

Quando foram tomar o desjejum Elisa comeu uma bolacha e foi correndo para a cozinha.

– Elisa pra onde você vai? – perguntou mamãe

– Pegar as coisas do piquenique.

– Venha para a sala de jantar e coma alguma coisa.

– Já comi bolacha!

– Só isso! Você vai ficar com fome... – disse papai.

– Não vou, vou guardar minha fome para o piquenique que vai ser depois de arrumarmos a cesta do piquenique, escovarmos os dentes, trocarmos de roupa e eu e a mamãe arrumarmos o cabelo.

– O piquenique é à tarde, querida – disse mamãe, rindo.

Elisa se sentou à mesa com a cara desapontada.

Quando a tarde chegou se divertiram muito. Mas o que eles sentiam mais do que diversão era ansiedade para saber se era menino ou menina.

Então foram para a clínica onde seria feito o ultrassom.

Elisa ia andando e falando:

– Será que é a Elina ou o Gabriel?

Quando chamou o nome:

– Simone.

Elisa vibrou, estava muita ansiosa.

Eles entraram na sala e quando o médico começou a fazer o exame ela disse:

– Está aparecendo? Eu não estou vendo. Pai, por que é tudo preto e branco, é antigo?

– Xxxiiiii! – disse papai.

– Porque xiii, eu quero saber, é...

O medico disse:

– É menina.

– Iurruh!!! Minha querida Elina, yyyyyeess! – disse Elisa fazendo uma festa.

Os meses se passaram e o Natal chegou. A mãe estava com um barrigão de oito meses. Elisa estava desenhando um cartão para o neném e com a ajuda do papai tinha comprado um par de pantufinhas para a sua irmãzinha Elina. Quando chegou a hora dos presentes, todos faziam uma roda e cada um, do menor para o maior, pegava os presentes que tinha trazido para dar e davam para cada um. Começava pela Jéssica, sua prima de três anos. Ela pegava um presente e dava para a pessoa, pegava outro e dava para outra pessoa até dar para todo mundo na roda. Depois ia Elisa. Ela começou pelo papai que estava do lado da mamãe, para que ela fosse a ultima a receber o presente. Quando chegou à mamãe ela disse:

– Esse é para você e esse é para nossa querida Elina.

Mamãe deu um abraço bem forte nela e disse:

– Ela vai gostar muito, muito mesmo.

E deu um beijo nela.

O Natal passou e como tinha sido na casa dela a ceia, estava suja a casa, mas Elisa disse:

– Mamãe, não limpa nada, eu e o papai vamos limpar para você.

Elisa lavou a louça, papai varreu a casa, os dois passaram um pano úmido no chão, papai trocou os lençóis e Elisa preparou um suco para a mamãe. À noite foram assistir a um filme e mamãe começou a dizer:

– Ai, ai, está dando contração!

– Vou te levar para o hospital. Elisa pegue a malinha e coloque perto do carro.

– Ok! – disse Elisa saindo correndo.

Papai levou mamãe até o carro e colocou a malinha no porta-malas.

Elisa disse:

– E eu?!

– Entra no carro.

Elisa pulou para dentro do carro.

– Onde eu vou ficar?

– Na casa da sua vovó.

Papai deixou Elisa na casa da vovó e foi correndo para o hospital. O médico disse que não seria hoje que iria nascer, foi só um susto, mas era melhor ela ficar internada porque estava muito perto de nascer, talvez em menos de uma semana. Mamãe ficou lá no hospital, mas no dia 30 as dores vieram e muito fortes. O médico foi medir as contrações e disse que estavam muito fortes e que ela já estava com sete dedos de dilatação! Então a mamãe entrou em trabalho de parto e Elina nasceu às 9h40 da manhã com 47 cm e 2 kg e 780 gramas. Elisa ficou sabendo e deixaram-na entrar para ver o bebê. Ela, a vovó e o vovô. Foram até a maternidade e Elisa disse:

– Que linda! Aquela câmera era bem antiga mesmo, fica tudo embaçado e preto e branco. Não sei como que descobriram que era menina?

– Rê, rê, rê. Venha, Elisa, sente-se aqui pra conhecer a sua irmãzinha.

– Sim minha irmãzinha, meu presente de ano novo.

Giovanna Borges

sábado, 22 de janeiro de 2011

Psita e eu

Tudo começou quando um dia vovó estava fazendo sua caminhada e estava subindo o pequeno morro da nossa rua. Ela encontrou uma calopsita cinza. Em nossa rua tem alguns gatos, então ela pegou a calopsita e levou para nossa casa. A Marcella e eu ficamos muito felizes porque víamos algumas pessoas que tinham calopsitas e as achávamos umas gracinhas. As calopsitas são aves. Não são passarinhos como o canário, o pardal ou o bem-te-vi. São psitacídeos como o papagaio, a arara, o periquito, a cacatua... são avezinhas dóceis, mansas, carinhosas, lindas e o maior resultado de ela estar feliz com o seu carinho demonstrado, é ela demonstrar amor por você e alegria com você.

Voltando, nós duas (eu e minha irmã Marcella) pegamos ela no ombro, no braço, fizemos uma festa com a chegada dela. Quando eu fui à escola, não parava de pensar nela. Quando voltei da escola perguntei pra minha vovó:

– Já acharam o dono da calopsita?

E ela respondeu:

– Não ela está lá na biblioteca em cima da barraquinha.

Você deve estar se perguntando: “Por que eu perguntei se já tinham achado o dono da calopsita”? É que nós estávamos perguntando para a vizinhança se alguém tinha perdido uma calopsita e por isso não tínhamos dado nome para ela, para não nos apegarmos a ela. Quando papai chegou gostou muito da calopsita porque ele queria algum psitacídeo e gosta muito de aves. Depois que eu troquei o uniforme fomos perguntar para mais vizinhos. Uma moça disse que o vizinho dos fundos da casa dela tinha uma calopsita fujona, mas desta vez ela não se lembrava de que ela tinha fugido. Já era tarde então voltamos pra casa pra procurar mais no dia seguinte. Peguei a calopsita e coloquei no meu ombro e então eu, a Ma e o papai entramos no carro e fomos procurar o dono da calopsita. Encontramos alguém que disse que tinha perdido uma calopsita cinza e que o filho dele havia chorado muito. Disse que era macho e que se chamava Quiquinho. Minha irmã e eu ficamos tristes, mas pensávamos que aquele era o dono da calopsita e que lá ela estaria contente. Nós voltamos para a casa e depois de alguns minutos ouvimos alguém bater no portão. Minha irmã e meu pai foram atender e sabe quem era? Era aquele homem que tinha ficado com a calopsita. Ele disse:

– Eu vi as fotos da nossa calopsita no computador e percebi que não era esta.

Minha irmãzinha subiu a escada correndo e dizendo:

– A calopsita voltou!

Eu levantei da cadeira do computador e fiquei muito feliz. Fomos à agropecuária. Lá compramos alpiste e a gaiola dela e também o homem de lá cortou a ponta da asa dela para que ela não voasse muito alto e fugisse. Sexta à noite ficamos pensando em um nome para ela. Bibi, Quiquinha, Maila, Priscila... E de Priscila meu pai teve a ideia de Psita e foi esse o nome que ficou. No dia seguinte quando fomos à igreja eu contei para algumas crianças sobre a Psita. A Letícia, a Maísa e o Marcos foram para a minha casa e pegaram Psita e ela deixou sua marca no Marcos (fez cocô).

Naquela tarde nos divertimos, não só com ela, também com outras coisas. Outro dia nós estávamos passeando para encontrar uma árvore seca para a Psita e o papai encontrou um monte de arvores secas, disse para que eu e minha irmãzinha nos afastássemos porque ele iria retirar uma daquelas árvores secas e podia ter algum bicho. Aquela árvore era para a Psita se divertir roendo a casquinha da madeira e ir escalando seus galhos secos.

Nós tínhamos umas vizinhas na rua de trás e uma delas, a Lorraine, tinha duas calopsitas e parecia que a Psita e elas conversavam com os gritos tão altos que elas davam.

Ouvíamos às vezes umas risadinhas engraçadas, mas não sabíamos de quem eram, até que descobrimos que era da Psita, quando ela estava feliz fazia um showzinho de dança e cantoria. Ela dançava batendo o bico no espelho, na parede, no chão, fazia as risadas, assoviava e como diz a minha mãe, fazia bem alto “Vi!Vi!Vi!Vi!Vi!”

Divertíamo-nos muito com a Psita, ela andava pelo chão roendo tudo, fazia um som esquisito tipo “nheu, nheu, nheu, nheu” ou “nho, nho,nho,nho,nho” e também aquele som de touro bufando. Às vezes a colocávamos dentro da mochila e ela ficava toda contente, mas quando colocávamos o rosto dentro da mochila ela nos bicava e fazia aquele som de touro bufando.


A Lorraine iria viajar e deixou suas calopsitas conosco e a Psita se apaixonou por um dos machinhos chamado Petrúquio. Os três se divertiam na nossa casa, principalmente na árvore seca e no varal.


A Psita se divertia com outras calopsitas, mas nem todas, e com as que ela não se dava muito bem parecia que brigavam. Alguns diziam que a Psita era brava, mas eu nunca achei isso, tem calopsitas mais bravas que ela e ela não era brava eu posso afirmar. Quer que eu prove que ela não era brava? Tá bom! Ela sabia a diferença de pele e de coisas de roer, eu sei porque ela nos bicava fraquinho, fazia um pouquinho de cócegas, mas não doía e também porque um dia ela estava roendo o controle remoto e sem querer eu coloquei o meu dedo, e como ela não viu pensou que era o controle e bicou com força. Então eu sei que ela pode partir um grão de milho cru no meio e fazer cócegas na gente.

Outro dia meu priminho Eliel veio à minha casa e construiu uma casinha de bloquinhos de madeira e de repente a “demolidora” chegou e “pof”, a casinha caiu porque a Psita deu uma cabeçada na casinha.


Um dia fomos para uma montanha e os moradores de lá gostaram muito dela e uma das crianças queria pegar quase toda hora. Pena que ela tinha que ficar na gaiola, mas era porque eles tinham cinco cachorros bem gordos, da raça São Bernardo.


Todo ano nós íamos para o UNASP e em 2009 (porque foi o ano em que achamos a Psita) levamos a Psita e ela virou amiguinha de uma calopsita que tinha lá, o nome da calopsita era Peres e uma vez o Peres ficou lá no nosso quarto e na mesma gaiola que a Psita, a Psita ficou em cima do potinho de água e o Peres no chão da gaiola.



Quase todos gostavam muito da Psita, alguns não gostavam muito da Psita e eu irei dar um exemplo de uma pessoa. Quando eu levei a Psita na escola, outras crianças também tinham levado calopsitas. No recreio levamos as calopsitas para a sala do quinto ano, mas a Psita bicou outra calopsita e a dona dela ficou brava com a Psita então eu a tirei de lá. Como você viu a Psita não se dava bem com todas as calopsitas, mas com todas as pessoas sim.

A Psita gostava mais da mamãe e do papai, mas depois que eu aprendi a cuidar de calopsitas ela gostou mais de mim e do papai. Eu a amava demais, era a minha melhor amiga e ela me amava, demonstrava isso com a cabeça, com os pés, com as asas...

Uma coisa muito engraçada que ela fazia era assim: quando nós íamos tomar banho, às vezes a gente deixava uma frestinha no box, ela entrava por essa frestinha e tomava banho com a gente. Ela abria as asinhas e esfregava no nosso braço molhado, e saia toda molhada. Então eu ficava embaixo do cobertor e a colocava no meu peito e ela se aquecia também embaixo do cobertor.

Se eu for contar toda a vida da Psita vai dar mais do que um livro de mais ou menos 400 páginas, mas eu não me lembro disso tudo. Então temos que ir ao triste final.

Um dia que parecia normal, eu estava fazendo as tarefas da escola, a Psita andando pelo chão e a mamãe e a Marcella não sei o que estavam fazendo. Eu tinha deixado a borracha maldita na minha mochila e eu estava à mesa. Levantei da cadeira para pegar a borracha e... snif... snif... snif... eu... pisei... nela, na Psita. No dia 25 de maio ela morreu. Eu gritei e chorei, não podia aceitar, ela me amava tanto e eu amava tanto ela, quando de repente tudo acabou, foi um choque! Eu tinha me apegado tanto, tanto a ela. Nada podia me consolar. Todos choraram mamãe, Marcella, eu e até o papai. Fomos enterrá-la à tarde e eu joguei semente da flor de crotalária na sepultura que o pai cavou, mas infelizmente não nasceu. Estas são palavras que eu quero dizer para ela quando chegar ao céu:

“Psita eu te amo muito. Quando você morreu, eu nunca me esqueci de você e esperava por este dia, em que nós nos encontraríamos de novo. Eu derramei muitas lagrimas por você, não só no dia de sua morte, mas depois também. Como eu não podia acreditar que você tinha morrido eu imaginava que quando voltasse da escola ou do conservatório você estivesse lá em casa piando. Eu sonhei a noite com você, varias vezes, que você tinha voltado para mim. Como gostaria que meus sonhos fossem realidade. Mas não é realidade e vale a pena ser fiel a Deus, porque agora eu tenho você de volta e o céu!”


Leia também: "As lições que a Psita nos ensinou"

O Que Ele Viu na Grécia

Li um livro chamado O Que Ele Viu na Grécia e recomendo. Ele conta a história de um cego chamado Daxos que morava na Grécia. Eles acreditam que Daxos nasceu cego porque os deuses o amaldiçoaram e por isso ele sofre de discriminação. Daxos não tem mãe porque ela morreu no parto dele, então o pai lhe dedica muito carinho, tentando suprir a ausência dela. Daxos é apaixonado por uma moça chamada Heleia e tenta pedir ela em namoro, mas antes dele pedir, ela contou sobre a amiga dela que conheceu um homem que falou para ela sobre um Deus diferente de todos os deuses que eles conheciam, um Deus de amor, que nunca fica bravo. Esse livro foi meu pai que escreveu. Faz parte da coleção que eu falei na resenha do livro Tesouro no Egito.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Um Natal especial

Marina acordou pensando: “Estou atrasada, preciso ir logo tomar o desjejum, se não vou chegar mais atrasada ainda, na escola.” Mas, logo viu os enfeites de natal em seu quarto e se lembrou que estava de férias. Levantou da cama, escovou os dentes, desceu as escadas, pegou uma banana e foi tomar o desjejum. Depois subiu as escadas escovou os dentes, outra vez, penteou seus cabelos lisos, castanhos que chegavam à altura do queixo, foi para o quarto e vestiu sua camiseta azul de flores e a calça rosa, com o símbolo do rostinho de uma criança sorrindo no lado esquerdo; embaixo do rostinho estava escrito “criança feliz”. Marina olhou para o símbolo e se lembrou da história daquela calça. Quando sua mãe trabalhava no orfanato criança feliz, as crianças deram para ela aquela calça, que uma delas (que tinha 12 anos) pediu uma calça para sua amiga de nove anos e ela deu uma calça dela cor de rosa. Então a menina de 12 anos pediu para uma das professoras lhe dar uma bonequinha de pano do símbolo do orfanato. Quando a professora lhe deu a bonequinha ela costurou na calça e bordou embaixo da bonequinha “criança feliz”. Depois ela entregou para a mãe de Marina embrulhadinha com papel prateado. Quando Marina abriu, viu um papelzinho e leu:

“Querida Marina, muito obrigada pelo amor dedicado a cada dia que você vem aqui. Queremos te dar uma simples lembrançinha para poder demonstrar que te amamos. Não só por isso, mas também porque você merece. Não é muito, mas é o que podemos fazer. Nós te amamos muuuito. Com amor e carinho: Orfanato Criança feliz.

Escrito por: Célly Oliveira de Souza.”

Marina começou a pensar: “Eles foram tão bondosos, tiveram tanta solidariedade comigo e eu nem fiz nada para eles.”

Ela desceu as escadas, se jogou no sofá da sala e ficou pensando no que dar para eles:

“Eu posso costurar um suéter para cada um... Mas não dá, se para costurar um, eu já levo dias, imagine 20 suéteres. Posso dar uma de minhas calças... não dá, primeiro, iria dar briga para ver quem iria ficar com a calça, segundo eu não sei o tamanho de roupa que cada um deles usa... terceiro eu só tenho nove calças não 20. Podia pedir para mamãe fazer um bolo... não dá, ela já está desde a manhã fazendo muitos pratos especiais para a ceia de Natal, porque titio Carlos, titia Pâmela, titio Sérgio, titia Camila, primos Mateus e Carlos Junior, primas Bianca, Isabela, Isabeli e Carla, vô Mario, vó Suzi, vô Cláudio,vó Simoni, meu irmão Lucas e a esposa dele Emilia vão vir pra cá e alem deles tem eu, o meu pai Flavio, meu irmãozinho de dois anos Fabrício e ela mesma (minha mãe Sara) e também as crianças devem ter bolo para o Natal.

Marina se ajoelhou e orou:

– Querido Deus, obrigada por mais um Natal que Tu estás nos dando. Que seja um bom Natal cheio de alegrias. Obrigada pela amizade que eu tenho com aquelas crianças que foram tão bondosas comigo e eu gostaria de encontrar alguma coisa para dar para aquelas crianças. Amém.

Ela abriu os olhos e viu a árvore de Natal e embaixo dela muitos presentes, então ela disse:

– Eu tenho tantos presentes... Tantos brinquedos... Brinquedos?!... Brinquedos!

Ela correu para o quarto pegou uma caixa e começou a separar os brinquedos que ela não usava mais. Iria dar para as crianças de lá.

No finzinho da tarde, às 6h30 ela contou para a mãe o que ela tinha feito e pediu para que a levasse para o orfanato Criança Feliz. Chegando lá, Marina foi correndo com a caixa nos braços passando da cabeça. Ela entregou para a mãe quando uma das professoras chegou:

– Olá, Sara, quanto tempo, feliz Natal!

–Olá, Liliam, faz tempo mesmo que nós não nos vemos, feliz Natal para você também.

– Como sua filha cresceu! Tinha sete anos quando a vimos da última vez, ficou mais bonita de cabelo curto.

– Obrigada e você está mais bonita sem óculos - Disse Marina com as bochechas rosadas.

– Obrigada, eu também achei.

– Minha filha disse que vestiu a calça do orfanato, que é a que ela está usando agora.

Marina largou a caixa um pouco para que Liliam pudesse ver o símbolo “criança feliz”. E disse que lembrou da história daquela calça e ficou com vontade de ajudar e com a ajuda de Deus decidiu que iria doar seus brinquedos que não usava mais.

– Muito obrigada, Marina! As crianças vão ficar super felizes, isso é um belo presente de Natal e tem um embrulho lindo. Laço azul brilhante e caixa vermelha, deve ter brinquedos legais aqui dentro.

– Por nada, e eu posso pedir um favor para você?

– Claro!

– Você pode entregar essa cartinha para a Célly ler para as crianças?

– Com certeza.

Marina voltou feliz para a casa e teve um Natal muito especial. E lá no orfanato as crianças se divertiam com os novos brinquedos e Célly leu a cartinha:

“Querido orfanato Criança Feliz, feliz Natal! E mais pra frente feliz ano novo. Mas eu espero poder vê-los no ano novo. Amo muito vocês: Eliza, Emily, Marcos, Lucas, Diana, Laura, Gabriel, João, Jônatas, Alícia, Alice, Eduardo, Mônica, Heber, Julio, Julia, Suzana, Pedro, Leonardo e Célly. Obrigada pela calça, mas, mais do que a calça, a amizade de vocês. Muuito obrigada, eu amo muuuito vocês.

Assinado: Marina Pereira Carvalho.”

Giovanna Borges

domingo, 12 de dezembro de 2010

Conspiração na Pérsia

Li outro livro da mesma coleção Grandes Impérios e Civilizações chamado Conspiração na Pérsia. As personagens principais desta história são Ester e Sera. Ester, acho que você já conhece, ela era uma rainha corajosa que tomou uma atitude perigosa, mas com essa atitude salvou o seu povo. Sera é uma moça que não tem pai, mas sabia que o pai desejava ter um menino e ela era a única filha que ele tinha tido. Então ela quis se tornar uma guerreira, como o pai dela fez, defender o povo de Israel. Para apagar o fogo que a consumia por dentro, ela queria provar que era capaz. Sera aprende que a paciência é preciso. Ester e Sera fizeram um ato de coragem.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Tesouro no Egito

Li um livro chamado Tesouro no Egito e recomendo. Ele fala sobre Kátia e Roberto que são um casal de arqueólogos e Mariana e Carlos que são os filhos do casal. Esse casal se conheceu no Egito e então quiseram levar os filhos para o Egito, pra conhecer os lugares turísticos (pirâmides, museu do Cairo, esfinges...), mas encontram um “mapa do tesouro” e a simples férias vira uma aventura que eles não esperavam. Eu gostei do livro, pois contém informações sobre o Egito e ao mesmo tempo aventura. O autor é o meu pai que também escreveu: Descoberta na América, Liberdade em Babilônia, Conspiração na Pérsia, O que Ele Viu na Grécia, Vida Nova em Roma, que são uma coleção (Tesouro no Egito também).

Música - Pinheiro de natal


(Coro)
Debaixo pra cima vamos descrever.
Vamos cantar, é legal você vai ver.

(Cantor 1)
Embaixo fica o meu presente.
Sei que quando eu abrir vou ficar contente.

(coro)
Debaixo pra cima, vamos descrever.
Vamos cantar, é legal você vai ver.

(cantor 2)
No meio tem luzinhas de natal.
Eu gosto de vê-las piscar, é muito legal.

(coro)
Debaixo pra cima vamos descrever.
Vamos cantar, é legal você vai ver.

(cantor 3)
No meio bolas vermelhas tem.
Dá pra ver o meu rosto e dos outros também.

(coro)
Debaixo pra cima vamos descrever.
Vamos cantar, é legal você vai ver.

(cantor 4)
No topo há uma dourada.
Se ela é tão bonita, não entendo como fica calada.

(coro)
Debaixo pra cima vamos descrever.
Vamos cantar, é legal você vai ver.
É legal você vai ver.
É legal você vai ver.
Você viu.

Giovanna Borges

Música - Pisca estrelinha


(cantor 1)
Estrelinha, lá do céu, que está sempre a piscar.
Pisca, pisca sem parar, venha minha vida iluminar.

(coro)
Pisca, pisca, pisca, pisca.
Pisca sem parar e nunca, nunca vá se apagar.

(cantor 2)
Estrelinha queridinha, daqui você brilha pouquinho.
Mas, com seu brilho já ilumina o mundo inteirinho.

(coro)
Pisca, pisca, pisca, pisca.
Pisca sem parar e nunca, nunca vá se apagar.

(cantor 3)
Estrelinha você brilha como ouro.
Para mim é um grande tesouro.

(coro)
Pisca, pisca, pisca, pisca.
Pisca sem parar e nunca, nunca vá se apagar.

(cantor 4)
Estrelinha brilhante, azul, vermelha e amarela.
Que ilumina como lâmpada eu e ela.

(coro)
Pisca, pisca, pisca, pisca.
Pisca sem parar e nunca, nunca vá se apagar.
Nunca, nunca vá se apagar.
Giovanna Borges

Música - Chuva, chuvinha


(cantor 1)
Chuva, chuvinha, cai pra regar o meu jardim.
Chuva, chuvinha, é tão bom pra mim.

(coro)
Chuva, chuvinha, cai de mansinho lá do céu.
Chuva, chuvinha, cai de fortinho lá do céu.

(cantor 2)
Chuva, chuvinha, sem ela o que eu comeria?
Chuva, chuvinha, é tão bom pra mim.

(coro)
Chuva, chuvinha, cai de mansinho lá do céu.
Chuva, chuvinha, cai de fortinho lá do céu.

(cantor 3)
Chuva, chuvinha, cai pra molhar a terra.
Chuva, chuvinha, é tão bom pra mim.

(coro)
Chuva, chuvinha, cai de mansinho lá do céu
Chuva, chuvinha, cai de fortinho lá do céu.

(cantor 4)
Chuva, chuvinha é o Papai do céu que faz cair.
Chuva, chuvinha, é tão bom pra mim.

(coro)
Chuva, chuvinha, cai de mansinho lá do céu.
Chuva, chuvinha, cai de fortinho lá do céu.

(cantor 1)
Chuva, chuvinha.

(cantor 2)
Chuva, chuvinha.

(cantor 3)
Chuva, chuvinha.

(cantor 4)
Chuva, chuvinha.

Giovanna Borges

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Alex e os Índios Terenas

Li um livro do Denis Cruz e recomendo. Ele se chama Alex e os Índios Terenas. Alex vai passar as férias com o pai na fazenda deles e lá eles percebem que a fauna e a flora estão morrendo. E Alex e seus amigos que conhece (Nzopune e Tempurá) com a ajuda de Teti, Hiya’iti e Deus conseguem descobrir a causa e salvar a fazenda.

O livro é da Casa Publicadora Brasileira. Compre aqui.

Giovanna Borges

domingo, 24 de outubro de 2010

Um diário lido

Ana Paula era uma menina de nove anos que tinha uma irmã chamada Pâmela de 15 anos. A família delas morava em uma casa branca com grafiato e fachada de pedra que no bairro era conhecida como casa grande (por ser a maior casa da rua e do bairro). Ana Paula tinha cabelos lisos, até a cintura e castanhos, pele clara e olhos verdes. Pâmela tinha cabelos até o queixo, lisos e quase loiros, pele clara e olhos castanhos. Na escola Ana Paula aprendia que Deus não existe e que o mundo surgiu de uma explosão. Os pais dela ensinavam a mesma coisa. Ana Paula não gostava muito dessa teoria, ela pensava: “Eu não queria ter vindo do macaco, é esquisito e pra onde eu vou e o que eu faço aqui?”

Ela perguntava para os pais:

– Será que isso tudo é verdade, como um bicho pode virar uma pessoa? Com sua mente mudou tanto? Eu não consigo aceitar ou ao menos entender.

Um dia Ana Paula achou no quarto de Pâmela um caderninho que na capa estava escrito diário. Ela pensou se lia ou não e aí ela decidiu: “Vou ler só o primeiro parágrafo”, e começou:

– Querido Jesus, na escola está difícil, mas me ajude a estudar. Sebe, às vezes eu penso que vir do macaco é esquisito, eu prefiro ser criada por Deus. Me dê coragem porque esta difícil de falar do teu amor para os meus pais. Eu vejo que Ana Paula está confusa, e vou ajudá-la a entender que Tu és um Deus de muito amor, a criou e a ama muito e cuida dela com amor.

Ana Paula ficou curiosa, mas ao mesmo tempo com medo de perguntar para a irmã, porque normalmente irmãs não gostam que leiam o diário delas.

No dia seguinte Ana Paula pegou o diário da irmã e leu o outro parágrafo:

– Querido Jesus, obrigada por me ajudar, hoje consegui entender perfeitamente o que a professora Eliana explicou. Obrigada também por me lembrar onde está a minha caneta vermelha. A Angélica me deu uma Bíblia eu comecei a ler pelo Novo Testamento como ela aconselhou, a Bíblia está me dando todas as respostas, você é muito inteligente, inspirou todos esses homens para que escrevessem em uma linguagem que nós entendêssemos e satisfazemos nossas duvidas.

Ana Paula pediu para a mãe levar ela em uma livraria e lá ela comprou uma Bíblia. A mãe não achou muito bom e conversou com o pai sobre o assunto, o pai disse:

– Ah, deixa ela com o seu livro de contos de fadas.

Ana Paula começou a ler pelo Novo Testamento, como estava escrito no diário. Ela começou a fazer varias descobertas e quando acabou o ano, ela acabou de ler a Bíblia e foi falar com Pâmela:

– Pâmela eu li os dois primeiros parágrafos do seu diário e aí eu quis ler a Bíblia e li, acabei há pouco tempo, sabe eu gostaria de ter um diário e de conversar mais com você sobre Deus, pode ser?

Pâmela exclamou:

– É CLARO!

E assim as duas tinham um diário, conversaram sobre Deus e estavam falando sobre Deus para os pais.

Giovanna Borges

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

É só uma mentirinha...


A história de hoje conta de uma menina chamada Kiria. Ela tinha seis anos. Kiria tinha muitos irmãos: Kaila de dez anos, Kailane de oito anos, Karlos de sete anos, Klaudio de nove anos e os gêmeos Kaissa e Kaléu, de onze anos. Um domingo à tarde Kailane, Karlos e Kiria estavam brincando e Kiria estava com a roupa nova que iria usar para ir a uma festa de aniversário, só que para usar aquela roupa ela insistiu com a mãe dela até que a mãe disse:

– Ta bom, mas se você sujar você vai ficar de castigo.

Mas ela tinha esquecido ou ignorado o que a mãe disse, e foi brincar em qualquer lugar: no barro, na terra, na areia e aí ela estava brincando com os irmãos perto da cerca de arame farpado e do outro lado da cerca tinha uma poça de lama. De repente Paulo gritou:

– Kiria!

Eles estavam brincando de pega-pega e estava com o Paulo, Kiria estava correndo de costas e então tropeçou e caiu pro outro lado da cerca. Como o vestido era comprido (até a canela) ela não se machucou. Então Kailane disse:

– Você está bem?

E logo após ela exclamou:

– Kiria o seu vestido rasgou e está todo sujo!

– Ah não! Vou falar pra mamãe que a Gabriela veio aqui e me empurrou na lama – disse Kiria e respondeu Kailane:

– Mas nós aprendemos na escola que não se pode mentir!

Kiria voltou a dizer:

– É só uma mentirinha.

Mas Paulo falou:

– Uma mentira puxa a outra.

Disse Kiria:

– Essa não vai puxar.

– Se puxar eu e o Paulo contamos pra mamãe – ameaçou Kailane.

A sua mãe disse que estava tudo bem, mas que ia usar a mesada de Kiria pra pagar o vestido porque era alugado.

Outro dia Kiria estava com suas amigas na escola: Elaine e Sara estavam juntas e Sara estava com um saquinho com seis balas dentro. E Sara ia dividir com a família, mas Kiria queria aquele chiclete e ela tentava se segurar mas não conseguia e aí de repente Kiria ficou quieta e colocou a mão no bolso de Sara e suas mãozinhas pegaram um chiclete. Elaine viu, mas não disse nada. Depois que Sara saiu Elaine avisou:

– Kiria, a Sara vai perceber, ela estava com os chicletes contados.

Kiria solucionou:

– É só eu falar que eu não vi nada.

Elaine fez uma cara que aceitou só que não achou muito boa a história.

Outro dia Kaissa estava ajudando Kiria a fazer tarefa e Kaléu estava do lado. Kiria tinha levado um copo de suco. Kaléu saiu pra ir ao banheiro e Kiria foi pegar sua borracha e “splesh”, ela esticou a mão e esbarrou no copo de suco e caiu no livro do Kaléu.

Kaissa exclamou:

– Kiria, agora Kaléu vai brigar com você!

– Não se preocupe eu vou dizer que quando ele ligou o ventilador o meu lápis voou e aí bateu no copo de suco e o copo caiu!

– Kiria, eu não acho uma boa ideia... Não podemos mentir... E...

– Ai, pode sim.

Kiria fez uma carinha que deu um dó e aí Kaissa permitiu:

– Ta, mas eu não quero ver e ouvir você mentir de novo, ouviu mocinha?

– Sim.

Kaléu ficou triste, mas a mãe deles comprou um livro novo e ele copiou tudo o que conseguiu.

Outro dia ela estava vendo os carrinhos de Klaudio e perguntou:

– Posso brincar com um de seus carrinhos?

– Se não sujar nem estragar.

– Ta bom, não vou.

Kiria foi brincar de carrinho no terreno ao lado da casa dela. Estava brincando na mureta de ir com o carrinho pra frente e pra trás, mas viu Lívia sua vizinha brincando na calçada da sua casa com a boneca que fala sete frases. Ela largou o carrinho e foi lá, mas quando ela largou o carrinho caiu e sujou todo de lama e quando ela voltou pra casa Kiria pisou em uma coisa dura e juntou o carrinho todo sujo e com uma roda quebrada. Kiria levou um susto, mas logo inventou uma história:

– A Elaine veio aqui e eu disse pra ela não sujar e nem quebrar o carrinho, só que aí eu fui ao banheiro e ela jogou o carrinho no chão.

Klaudio ficou triste e não deixou mais ela brincar com os carrinhos lá fora.

Outro dia Kiria estava conversando com Kaila. Kaila perguntou:

– É verdade que você mentiu pra mamãe?

– Sim, mas não conta pra ela.

– É verdade que você mentiu pra Sara?

– Sim, mas não conta pra ela.

– É verdade que você mentiu pro Kaléu?

– Sim, mas não conta pra ele.

– É verdade que você mentiu pro Klaudio?

– Sim, mas não conta pra ele.

– Kiria, quantos “não conta pra ele ou ela” você vai dizer? Quantas mentiras? Isso é errado. Está escrito em Êxodo 20:16: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” é um dos mandamentos de Deus, quem conhece eles mas não os segue não vai pro céu e você conhece.

Kiria ficou um pouco pensativa e exclamou:

– Eu vou contar a verdade e pedir desculpas para Jesus e para quem eu menti.

Assim Kiria contou a verdade para todos que havia mentido e pediu perdão para Jesus.

Giovanna Borges

sábado, 25 de setembro de 2010

Eliseu

Eliseu viu Elias ao Céu subir,
Mas, enquanto Elias subia,
Deixou sua capa cair.

Eliseu a capa no rio Jordão jogou
E em caminho seco o rio atravessou.

Uma vez, Eliseu uma viúva ajudou,
Seu azeite multiplicou
E as dívidas ela pagou.

Eliseu falou pra Naamã
Que tinha que no rio Jordão mergulhar;
Eram apenas sete vezes para se curar.

Um jovem deixou o machado no rio Jordão afundar;
Eliseu jogou um pau e o machado passou a boiar.

Giovanna Borges

domingo, 30 de maio de 2010

Baleia franca

Recebi do meu avô Zulmar um vídeo documentário sobre a natureza e a biodiversidade de Santa Catarina, o estado onde meus pais nasceram. A parte que mais gostei foi sobre as baleias francas.

Antigamente as baleias francas (a segunda espécie mais ameaçada do planeta) iam se refugiar nos mares de Santa Catarina, mas ao invés disso elas se encontravam com a fúria dos caçadores. Não eram só pescadores artesanais que caçavam as baleias, mas também as frotas baleeiras americanas, francesas e japonesas.

As baleias francas possuem 40 centímetros de gordura debaixo da pele e essa gordura era usada para acender lampiões e para construções. Um exemplo dessas construções é o farol de Santa Marta, construído em 1891 em Laguna. É a maior construção feita com óleo de baleia em todo o mundo.

A baleia franca tem esse nome dado pelos pescadores porque é muito fácil de pescá-la, se ela não estiver com o filhote.

Mas poucos anos atrás criaram um projeto e não se pode mais pescar as baleias francas. Os pescadores que antigamente pescavam as baleias francas lembram com orgulho de terem pescado essas baleias. Em outros lugares ainda pescam as baleias, então para terem seus filhotes elas vão para os mares do sul de Santa Catarina, de Florianópolis até o Balneário Rincão e ficam nessa área de junho a novembro.

domingo, 9 de maio de 2010

Querida mamãe

É você quem me dá proteção, é você quem me dá amor, quem me dá felicidade, quem é tão amorosa, quem é muito especial. Você faz minha comida, lava minha roupa e minha louça. Por isso, hoje eu quero enfim te dizer: Obrigada, te amo, te adoro, minha mamãe, linda, querida, estrela da minha vida. Você é a minha flor mais bonita do meu jardim imaginário. A luz que me ensina a viver, que me ajuda bastante e que me guia por esta vida é você. Você é tão carinhosa, tão amorosa, obrigada por tudo.

Que Deus te abençoe, minha melhor amiga. Abraços e beijos gostosos que você me dá, hoje eu vou te abraçar, beijar e cantar pra você.

Mamãe, eu gosto quando sentamos na cama, você me abraça e aí conversamos, ou lemos um livro. Não gosto quando estamos brincando e você fala pra guardar os brinquedos, mas sei que é a coisa certa então tenho que fazer.

Pra terminar essa carta, quero dizer: Muito obrigada minha mãe, meu tesouro.

Feliz Dia das Mães.

De sua filha que te ama.

Giovanna

domingo, 18 de abril de 2010

As florzinhas

A senhorita Elly tinha um lindo jardim, cheio de florzinhas, e essas florzinhas tinham nome, eram: Keller, Nina, Quika, Lena, Keny, Beny, Lola,Leia e elas dançavam e cantavam enquanto Elly de 7 anos colhia os ovos em um galinheiro perto do jardim, estendia a roupa da família no varal, lia um livro embaixo de uma árvore, treinava passos de balé, desenhava, pegava leite da vaca, etc. Como as flores dançavam de um lado para o outro (da esquerda para a direita) era fácil de elas esbarrarem uma na outra, mas como elas eram cuidadosas não esbarravam, exceto Beny, uma florzinha desastrada, as florzinhas que ficavam ao seu lado eram Keny e Lola, quando Beny esbarrava em Lola, Lola esbarrava em Leia a flor ao seu lado e as três se perdiam na dança e quando Beny esbarrava em Keny, tinha uma florzinha, Keller, que imitava tudo o que Keny fazia, então Keller esbarrava em Nina, mas Nina era uma flor firme e forte e não esbarrou na Quika a flor que estava ao lado dela, e o trio de Nina, Quika e Lena continuava cantando e o quinteto se perdia na música. Mas tinha uma palavra mágica que acho que você sabe qual é, é “me desculpe”, só que lá era mágica de verdade, se alguém dizia desculpa a música parava e depois das pazes a música continuava, só que as florzinhas tinhas vergonha de pedir desculpas, exceto Quika e Lena, mas como Nina era firme e forte não esbarrava em Quika para Quika esbarrar em Lena, então elas não tinham motivos para pedir desculpas.

Um belo dia as flores estavam tristes de cabeça abaixada e cantando: “Nossa amiga está com praga alguém precisa nos ajudar.” Elly ouvindo isso correu para tratar da flor e quem estava com praga era a Nina a flor firme e forte. Elly correu chamou seu pai e seu pai pegou veneno para passar na Nina.

Como sempre, Beny esbarrava em Keny ou Lola, mas dessa vez esbarrou em Keny e Keller esbarrou em Nina a flor firme e forte, só que como Nina estava com praga, estava fraca e esbarrou em Quika e Quika esbarrou em Lena. Quika ergueu a cabeça, olhou pra Lena e disse:

– Me desculpe.

Lena também ergueu a cabeça, olhou pra Quika enquanto todas as flores tinham feito silêncio desde a fala de Quika, continuando Lena olhou pra Quika e disse:

– Tudo bem.

As flores estavam em silêncio não se ouvia um piu, nem sequer uma nota musical, tanto silêncio que se ouvia as árvores crescendo ao redor dela. De repente Lena disse:

– De hoje em diante se a gente esbarrar em outra flor vamos pedir desculpas e a outra flor deve perdoar.

Quando Elly voltou para ver as flores ela teve uma surpresa! As flores estavam com um grande sorriso chegando nas bochechas e cantavam: “Somos felizes porque pedimos desculpas!” E ainda fizeram uma coisa especial, Leia, Lola, Beny e Keny cantavam: “Somos felizes porque pedimos desculpas!” Lena, Quika, Nina e Keller cantavam “u, u, u, somos, somos, a, a, a, a”. E continuando, Elly estava boquiaberta, quando a música cessou e Lena começou a contar o que tinha acontecido, mas quando estava quase na metade Lola interrompeu e continuou, falou duas ou três frases e Quika continuou. Beny que já sabia de cor a canção, cantou para que Elly aprendesse.

Elly ficou maravilhada, ela não tinha o hábito de pedir desculpas, mas agora suas próprias plantas pediam desculpas. Elly então disse:

– Muito obrigada Leia, Lola, Beny, Keny, Lena, Quika, Nina e Keller, vocês todas me ensinaram uma grande lição.

Beny olhou pra Elly com os olhos brilhando e disse:

– Além de te ensinar, hoje nós também aprendemos uma grande lição para lembrarmos pra sempre.

Elly sorriu, saiu correndo para pegar um lápis, um apontador, uma borracha e uma folha de sulfite. Ela voltou para o jardim e pediu para que as flores cantassem a música novamente, e Elly anotou para praticar a música e a decorou. Toda vez que ela ia lá cantava com as flores:

– Somos felizes porque pedimos desculpas.

Nós também podemos “esbarrar” nas pessoas, mas temos que pedir desculpas.

Tchau, tchau.

sexta-feira, 12 de março de 2010

A criação

No começo não existia nada, só Deus. A Terra era sem forma e vazia, mas Deus disse: “haja luz”. No 2º dia da criação Deus fez o ar que nós respiramos, Ele também fez o céu.

No 3º dia Deus separou as águas da terra seca, mas viu que a terra estava feia, então cobriu a terra com um grande tapete de grama. Ele colocou flores, árvores, as laranjas, as bananas, as goiabas, as maçãs, as melancias, as tangerinas, os morangos e os mamões gostosos.

Uhh! O que está chegando? É!!! No 4º dia vem o Sol pra iluminar e aquecer o dia, e a Lua para iluminar a noite, junto com ela as estrelas. No 5º dia um barulho novo ia se ouvir, um barulho novo no céu, asas, e um splach! Eram os peixes e as aves.

6º dia. É hora da obra-prima da criação, o homem. Deus fez um boneco de barro, então Ele soprou no nariz de Adão e ele começou a viver. E Deus disse: “Adão, você vai dar nome aos animais.” E Adão disse: “Aquele é o tigre, e aquele é o pardal, aquela é a zebra e aquele... olha aquele ali! É o golfinho.” Só que aí ele viu que todos os animais tinham companheiras e ele não tinha. Então Deus dez ele dormir e pegou uma de suas costelas e criou Eva, uma linda mulher.

No 7º dia Deus foi a Terra pra ficar com Adão e Eva, por isso no sábado a gente tem que fazer coisas que Deus possa ficar com a gente. E continuando, Deus foi lá e Ele deu a Eva uma suculenta laranja e a Adão um lindo e roxo cacho de uvas. Depois se sentaram para conversar. Adão deu um lindo gerânio a Eva, e Eva colocou a flor no cabelo. Adão contou que nadou com o golfinho e Eva disse que tentou andar como gato. Deus riu e disse: “Foi divertido. E agora vamos nos divertir muito também.” E foi muito gostoso esse dia.

quinta-feira, 11 de março de 2010

O chinelo perdido

Estávamos de férias, na Praia do Rincão, em Santa Catarina, onde meus pais têm uma casa de verão. Minha filha mais velha, a Giovanna, precisava de um par de chinelos novos e encontramos um bem bonitinho, de silicone, amarelo. Ela saiu da loja toda faceira com os chinelos novos. Depois fomos tomar banho de mar. Enquanto fui dar um mergulho, minhas filhas ficaram na beirada, brincando com as ondas que iam e vinham. Quando me preparava para voltar para o local em que elas estavam, vi que a Gi estava chorando. Havia perdido um dos chinelos por ter desobedecido a mãe e entrado na água com eles. Fiquei com pena da minha menina e orei a Deus: “Senhor, sei que vai ser bem difícil no meio de toda esta água agitada e turva, mas me ajuda a encontrar o chinelo da minha filhinha.” [Leia mais]

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Bom dia, boa tarde, boa noite

Bom dia, boa tarde, boa noite são expressões que Aline de catorze anos não usava. Ela tinha um irmão de nove anos que era André e uma irmã de seis anos que era Estela. Aline vendia objetos de biscuit. Um belo dia lá foi ela vender objetos de biscuit:

– Quer comprar um bonequinho de biscuit? É só R$ 5,70, está na promoção.

Só que as pessoas nem paravam pra comprar, só uma ou duas paravam para comprar. Chegou em casa e André disse:

– Chegou! Aline, sobrou? Estela queria um para o quarto dela.

Antes que Aline respondesse Estela disse:

– Aline, quantos objetos de biscuit você vendeu hoje?

Aline respondeu:

– André, sobrou um monte para o quarto da Estela, e Estela, infelizmente só vendi dois objetos de biscuit.

A mamãe ouviu a conversa e veio dizendo:

– Aline o que você disse?

Aline respondeu:

– Eu disse que sobrou um monte de objetos de biscuit para o quarto da Estela.

Mamãe falou:

– Não, não, depois, quando a Estela perguntou quantos você vendeu.

Aline respondeu:

– Eu disse que vendi dois objetos de biscuit.

Mamãe disse para Aline enquanto a abraçava:

– Aline, tem duas palavras que você esqueceu de falar.

Aline perguntou:

– Mamãe, do que eu me esqueci? Falei assim: Quer comprar um bonequinho de biscuit? É só R$ 5,70, está na promoção, e aí?

A mãe sorriu e disse:

– Rs, rs, rs, filha, você está esquecendo de duas palavras, só que vou deixar que você descubra.

Aline observava o que os vendedores falavam, mas ela não notava o bom dia. Por um mês Aline, André e Estela ficavam observando os comerciais da televisão, em algumas lojas que tem um homem ou mulher anunciado no microfone, os vendedores de jornal e principalmente os ou as vendedores(a) de biscuit. Aline, André e Estela no fim do mês eles disseram uns para os outros:

– Já chega! Usamos bastante o nosso ouvido e a nossa mente, agora chegamos a conclusão de que Aline não esqueceu de nem uma palavra.

E no outro dia lá foi Aline:

– Quer comprar uma bonequinha de biscuit? É só R$ 5,70, está na promoção.

Um rapaz chegou para ela e perguntou:

– O que foi que você disse?

Aline respondeu:

– Eu disse: quer comprar uma bonequinha de biscuit? É só R $5,70, está na promoção.

O rapaz mais velho que ela disse:

– Você está esquecendo de duas palavras.

Aline disse:

- É isso que mamãe dizia.

Ele disse:

– Sabe que palavras são?

Aline respondeu:

¬– Gostaria de saber.

O rapaz continuou:

– Bom dia!

Aline disse:

– Obrigada.

E correu pra casa. Chegando lá a mãe disse:

– Quantos você vendeu?

Aline respondeu:

– Três, só que vou melhorar de hoje em diante porque aprendi as palavras que faltavam!

As crianças se amontoaram pra ouvir e ver:

– Bom dia!!!!!

Então dali em diante Aline vendia 10, 20, 25 e muito mais. Assim como Aline aprendeu a falar bom dia, espero que você também aprenda, só que não precisa ser da mesma maneira que Aline.

Tchau, tchau.