quarta-feira, 1 de maio de 2013

O melhor

Como você está indo na escola? Bem ou mal? Como estão seus cadernos? Caprichados? Bom, talvez você queira do fundo do seu coração melhorar e ser um bom estudante. Porém, será que você está fazendo tudo o que precisa? Talvez possa acontecer de você querer ser o melhor. As pessoas não são parabenizadas por serem os melhores, e sim por fazerem o seu melhor. Às vezes, pode até ser mais difícil fazer o seu melhor. Cada dia você deve competir com você mesmo e superar suas expectativas.

Há muito tempo viveu um homem chamado José. José era o filho preferido de seu pai, pois ele fazia tudo o que era correto. Era tratado como um príncipe. Ele deu o seu melhor como filho. Por isso seus irmãos ficaram com ciúmes e o venderam como um escravo para o Egito.

No Egito, ele foi vendido para Potifar, o capitão da guarda. Decidiu que faria o seu melhor como um escravo e, consequentemente, Potifar o reconheceu e o tornou chefe dos seus escravos e administrador de sua casa.

A esposa de Potifar se apaixonou por José e quis ficar com ele. Porém, José decidiu fazer o que é certo e assim dar o seu melhor para Deus. A esposa de Potifar não gostou do fato de que José não quis ficar com ela. Por isso. disse a Potifar que José havia pedido para ficar com ela e ela não permitiu.

Potifar mandou José para a prisão e lá ele decidiu ser o melhor prisioneiro. Como consequência disso, o carcereiro colocou José como o chefe dos prisioneiros. Um dia dois homens foram para a prisão. Um deles era o copeiro, o outro o padeiro real. Ambos tiveram sonhos estranhos e José os interpretou. A interpretação foi realizada.

O padeiro foi enforcado e o copeiro ficou livre. José pediu que o copeiro se lembrasse dele, e contasse sobre ele ao rei. Porém, o copeiro só se lembrou anos depois, quando o faraó teve um sonho também.

José foi até o faraó e ele lhe contou o sonho. José disse que o sonho significava que sete anos de fartura viriam. Mas, depois sete anos de seca se seguiriam. Também disse que o faraó deveria encontrar alguém sábio, e de confiança para organizar uma colheita de grãos, para que nos sete anos de seca não lhes faltasse.

Faraó nomeou José como governador e José decidiu dar o seu melhor como governador. Quando chegou a hora de vender o trigo, seus irmãos vieram comprar. José decidiu que não iria se vingar. Mas queria ver se eles tinham aprendido a lição. Depois de vários testes, José viu que eles haviam mudado.

Então, ele se revelou como o irmão deles e os convidou para irem morar no Egito com suas famílias. E finalmente pôde reencontrar o pai.

Não importava aonde José ia ele sempre decidia dar o seu melhor. Nós sempre temos que dar o nosso melhor. Por isso toda vez que fizer algo, pense: “Será que esse é o meu melhor ou eu posso fazer mais?”

[Se você quiser saber mais sobre a história de José leia o livro de Gênesis da Bíblia Sagrada]

Giovanna Borges

sexta-feira, 29 de março de 2013

A verdadeira Páscoa

Vocês conhecem a verdadeira história da Páscoa? Só uma dica: não são coelhos, chocolate, nem ovos de Páscoa. Acho que você já sabe de que história estou falando, foi a maior demonstração de amor que já aconteceu. Veja esta história muita linda reproduzida por crianças e pense no verdadeiro preço que Jesus pagou por amor a você.


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Minha casa


Como é a sua casa?  Ela é quadrada? Tem um muro? Qual é a cor dela? A maioria das casas aqui no Brasil é feita com tijolos e cimento, algumas também são de madeira. Mas existem casas diferentes em muitos lugares do mundo.

Existem casas feitas de gelo, como as casas que ficam no Polo Norte, chamadas de iglus. Nessas casas moram os Esquimós. As casas são feitas de gelo porque o gelo, por incrível que pareça, é um isolante térmico, ou seja, deixa a temperatura quente dentro do iglu. Por fora é gelado, mas ele mantém a temperatura quente em seu interior, e como lá é muito frio as casas têm que ser quentinhas.

Em outros lugares as casas são feitas de palha. Essas casas são muito usadas pelos índios e são chamadas de ocas. São como cabanas feitas de palha ou capim. Algumas casas na África são feitas de barro e têm o telhado de palha. Você sabia que lá na África quando a casa (dessas feitas de barro) do pai é quadrada, a do filho, do neto, do bisneto e assim por diante, também é quadrada? Ou seja, as gerações seguem o mesmo formato. Curiosidade: as casas de barro deixam o ambiente mais fresco, por isso lá na África elas são assim.

Existem muitos tipos exóticos de casa, mas um dos tipos de casa que mais me chama atenção é o tipo de casa que flutua! Você já deve ter visto em livros e jornais ou na televisão, essas casas flutuam sobre o rio. Muitas dessas casas estão no rio por causa das enchentes, pois quando a água do rio sobe, a casa sobe junto, então não há perigo delas serem inundadas. Sobre o rio tem pequenas casas, mas também tem mansões. Uma das casas tinha até um campo de golf! Já pensou jogar uma partida de golf em cima de um rio?!

Mesmo aqui no Brasil existem casas muito diferentes. No Sul, por exemplo, existem muitas casas rústicas, daquelas bonitinhas que parecem de boneca, de madeira com flores na janela. Existem casas grandes, pequenas, coloridas, brancas, quadradas, meio redondas, triangulares, com telhado chato, telhado de chalé (em forma de um “V” invertido), casas com fachadas de pedra e muitos outros tipos de casas.

Como você gostaria que fosse sua casa? Grande, bonita, com mármore e pedras preciosas? Ou quem sabe flutuante ou de gelo? Eu não sei se aqui na Terra você realizará o sonho de ter uma casa exatamente do jeito que você queria, mas você sabia que no Céu nós vamos construir nossa própria casa, exatamente como queremos e como sempre sonhamos? Mas, então por que Deus está construindo nossa casa lá no Céu? Porque Deus está fazendo nossa casa na nova Jerusalém. Teremos duas casas, a casa que será como se fosse no “apartamento” celestial, e a que nós vamos construir.

Você já imaginou como será maravilhoso? Poderemos construir nossa casa com todos os materiais do Universo! Pode haver pedras muito bonitas que não conhecemos aqui na Terra. Poderemos usar todo o material que nós quisermos! Você já viu as mansões dos reis e rainhas? São muito, muito lindas! Então a nossa casa no Céu será muito mais bonita.

Imagine você passar o dia com Jesus, conhecendo outros mundos, planetas, outros seres, ouvindo suas histórias, conhecendo e reencontrando pessoas que você sempre quis conhecer ou reencontrar. Sentindo novas fragrâncias de flores que não murcham, sentir novos sabores de frutas tão deliciosas que aqui na terra não seriamos nem capazes de sentir o gosto. E caminhando pelas florestas, onde o sol atravessa suas folhas, formando tonalidades diferentes de verde em cada folha das árvores. Deitar-se na grama mais macia do que um lençol de puro algodão, juntamente com os cordeiros, lobos e leões e observar o céu iluminado e muito mais bonito que o céu daqui da Terra, observar as nuvens e seus formatos engraçados.

Logo em seguida poderá caminhar pelas ruas de ouro até chegar ao rio de água cristalina onde peixes limpos e puros nadam de um lado para o outro, e nadar, ir até o fundo, pois você poderá respirar em baixo da água!

E a qualquer hora que quiser pode ir até sua casa em Jerusalém e passar alguns dias bem pertinho de Jesus. Depois poderá voltar a sua casa que você construiu que será ainda mais linda que um Palácio!

Imagine como será maravilhoso! Eu quero estar lá e ter uma linda casa lá. Mas nós temos que tomar cuidado para que as coisas deste mundo não façam com que você perca a sua casa e o seu lugar no lindo e maravilhoso Céu.

Giovanna Borges

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Lucy Detesta Cor-de-Rosa


Autor(a): Nancy Rue

Editora: Mundo Cristão

Resumo: Lucy é uma menina muito especial. Ela cuida do pai (pois sua mãe é falecida e seu pai é cego, devido a um acidente), e ainda arranja tempo pra jogar futebol com os amigos. Isso até que tia Karen apareceu com roupas cor-de-rosa para ela usar. Mas Lucy odeia cor-de-rosa. Além disso, a tia disse que Lucy precisava de uma boa influência feminina e Papi concordou. Mas Lucy não, ela só queria ser uma mulher como era Mami, uma excelente jogadora de futebol. Lucy não gostou quando sua nany veio e fez os trabalhos que eram dela. Mas sua nany tinha lições importantes para ensinar a Lucy sobre como resolver seus problemas com a ajuda de Deus. Lucy sempre teve um sonho de ter um campo de futebol para jogar com seu pequenino time. Será que ela consegue realizar esse sonho junto com seu melhor amigo TJ? Descubra isso e muito mais lendo o livro.

Faixa etária: A partir de 9 anos

Comentário: Gostei muito do livro. A única coisa que não gostei foi que Lucy não gosta de ir à igreja e acha o “longo” sermão do reverendo muito chato. Eu gosto de ir à igreja e para mim não é tedioso, muito pelo contrário, é legal. Porém, depois Lucy gosta de fazer estudos bíblicos com sua nany. Mas gostaria de deixar claro que nem todos os padres, reverendos ou pastores das religiões são assim; muitos contam histórias interessantes e bonitas. Fora isso, eu gostei muito do livro, pois, apesar de ser péssima em futebol, me identifiquei com Lucy, e da maneira como ela escreve para Deus e pede para Ele resolver seus problemas.Os livros de Nancy são realmente muito bem escritos. Depois eu vou escrever a resenha dos outros volumes da série.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Heróis de verdade

Gustavo olhava com atenção para a televisão. O super-herói do desenho animado derrubava todos os inimigos com um soco só! Gustavo queria ser forte como ele, pra derrotar as pessoas más.

–Pai, olha, aqui tá dizendo que um bombeiro salvou uma criança que estava em um incêndio e quase que ele morreu também. Ele arriscou a própria vida, né, pai? ­– disse a irmã de Gustavo, Gabriela, acompanhando as notícias pelo seu tablet.

–Isso mesmo. Ser bombeiro é muito perigoso, e também tem que ser muito corajoso. Os bombeiros são heróis de muita gente – disse o pai de Gustavo e de Gabriela.

– É, mas ele não tem superpoderes e nem voa, então ele não pode ser um super-herói –falou Gustavo.

– Mas os bombeiros salvam a vida de muita gente, e eles são reais. Não precisamos ter capas e superpoderes para sermos heróis. Eu conheço uma história real de um herói muito corajoso – disse a mãe, desligando a televisão.

– Eu também conheço essa história. Será que você também conhece, Gustavo? –perguntou Gabi.

– Não sei, eu conheço muitos heróis.

– Já que você conhece, Gabi, por que não conta pra nós? – perguntou o pai.

Gabi se levantou, foi até a estante de madeira escura e pegou dois livros, ambos de capa preta. Deu um deles para o irmão. Colocando os cabelos escuros atrás da orelha, perguntou:

– Gustavo, quer ler a história comigo?

– Eu conheço essa história. Esse herói é Davi? – perguntou Gustavo.

– Pode ser também. Mas eu conheço outro herói – disse Gabriela.

– Não faça todo esse suspense! Fale logo quem é! – exclamou Gustavo, impaciente.

– Acho que eu já sei em quem você está pensando – disse mamãe.

– Eu tenho certeza que sei quem é, sua história aqui na Terra começa em Mateus 1:18 – disse papai.

– Isso mesmo, mas profetas também escreveram antes que esse herói nasceria. Um exemplo é Isaias – disse Gabi.

– Gu, você pode ler para nós, então: Mateus 1:18 a 25 – disse a mãe.

Gustavo leu uma pequena parte da história do nascimento de Jesus, depois disse:

– Mas é claro que eu conheço esse herói, afinal, é por causa dEle que o cristianismo existe. É Jesus!

– Os livros de Mateus, Marcos, Lucas e João contam a história da vida de Jesus, em seu ano bíblico* você pode ler a história dEle inteira, mas agora não temos tempo – disse mamãe.

– Então eu  vou resumir a história – propôs Gabi. – Quando Jesus era criança, gostava de ajudar Sua mãe, era obediente e um ótimo amigo. Mesmo na adolescência era um filho exemplar, e com dez anos também (Gustavo tinha dez anos).

– E com 14 anos também! – disse Gustavo.

– Gabi, continue – disse papai.

– Quando Ele cresceu, Se preocupou em estar perto do Seu Pai (Deus) – Gabi continuou.

– Como? Jesus estava aqui na Terra e Deus lá no Céu – perguntou Gustavo.

– Nós também podemos estar perto de Deus, quando oramos, lemos a Bíblia e o adoramos, sentimos que Ele está perto de nós – explicou papai.

– Jesus Se preocupou em cumprir a tarefa que Deus Lhe deu: nos salvar por meio do sacrifício na cruz. Ele chamou 12 homens para serem Seus discípulos. Durante 33 anos, Ele viveu aqui. Ensinou o bem a todos, curou a muitos e até ressuscitou mortos! – disse Gabriela.

– Mas eu não entendo por que Jesus teve que morrer. Ele podia nos salvar de outra maneira – falou Gustavo.

– Quando Deus criou o mundo, Ele disse a Adão e Eva que não podiam comer do fruto da árvore do bem e do mal, senão morreriam. Eles comeram, e pecaram. Deus seria injusto se dissesse que iria perdoá-los, e que não morreriam; Ele estaria quebrando uma promessa. Se os matasse, iria ser como um Deus mal que mata Seus filhos. Então, para ser justo e bondoso, Deus morreu em nosso lugar, nasceu como um ser humano para Se comunicar conosco e nos salvar do pecado, morrendo por nós – explicou mamãe.   

– Mãe, depois da sua explicação, não tem nada que eu diga que possa complementar. Você acabou a história pra mim. Valeu! – elogiou Gabi.

– Mas eu tenho algo para complementar – todos se viraram para Gustavo. – Agora eu sei quem é herói de verdade. Os super-heróis da televisão salvam as pessoas, mas eu duvido um deles dar sua própria vida para salvar as pessoas, e deixar a glória e a majestade de ser um grande super-herói para se tornar um de nós. Os bombeiros são grandes heróis, eles salvam a vida das pessoas e eu admiro muito isso. Porém, nem um herói tem tanto amor como Jesus. Ele sim é um herói de verdade.

– Jesus é sem dúvida um herói de verdade, maior que todos os heróis. Mas Ele também inspirou outras pessoas para serem heróis. Essas pessoas seguiram seu exemplo e foram heróis de verdade também, como: Davi, Moisés, Ester, Paulo e muitos outros personagens que estão na Bíblia. Jesus também te convida para ser herói, não um herói com superpoderes que derrota os inimigos, mas um herói que faz o que é certo, e que faz sempre a vontade de Deus – concluiu mamãe.

– Agora só falta uma coisa – disse papai. – Vamos orar: “Querido Deus, obrigado por este lindo dia e por Tua companhia; ajuda-nos a ser sempre heróis de Deus e a fazer a Tua vontade. Amém.”  

*Ano Bíblico é quando lemos três ou quatro capítulos por dia, para ler a Bíblia inteira em um ano. É um projeto muito bom. Você pode fazer o ano bíblico neste ano que começou.     

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

A grande obra de arte

Maria nem podia acreditar no que estava vendo, uma obra de arte feita para ela! É isso mesmo: Leandro, seu pai, havia feito uma pintura lindíssima para ela, cada detalhe havia sido feito com muito cuidado, Maria começou a imaginar seu pai pintando o lindo quadro para ela, a cada pincelada seu pai pensava nela e se sentia feliz, mesmo depois de passar horas trabalhando naquilo. Tudo havia sido pensado para que ela apreciasse a pintura e se sentisse feliz.

Realmente seu pai havia gastado muito tempo com aquela pintura e cada detalhe tinha a delicadeza do sorriso de Maria. Era uma linda paisagem, perfeita e muito bem pensada e projetada. 

– Papai, o senhor se esforçou muito para pintar essa linda obra de arte para mim, muito obrigada! – disse Maria.

– O esforço valeu a pena se você gostou da pintura! – disse o papai com um sorriso quase encostando nas orelhas.

Cada pingo de tinta foi dedicado a Maria. Aquela pintura com certeza era muito complicada e ao mesmo tempo perfeita e detalhada. Era uma joia que com certeza Maria guardaria muito bem.

Assim como a perfeita obra de arte de Leandro, nós ganhamos uma linda obra de arte dedicada a nós: é o lugar onde vivemos. Hoje em dia, quando olhamos para o mundo afora, a maior parte dos lugares é formada por prédios, casas, lojas e poluição. Com certeza isso não é algo que se admire como uma perfeita obra prima. Isso é porque a obra original não foi bem cuidada, por isso está poluída.

A obra original de Deus é muito mais bonita do que a obra de Leandro e com certeza mais bonita do que o mundo em que vivemos hoje. Deus fez o mundo em seis dias, e a cada detalhe da mais simples das flores Ele pensava em você. Ele trabalhou seis dias para que nós apreciássemos a obra dEle e cuidássemos com todo o cuidado, mas os homens estragaram a perfeita obra de Deus. Amiguinho, cuide bem da maravilhosa obra de Deus, para que ela não vá de mal a pior. Mesmo que o homem tenha estragado a grande obra de arte de Deus, ainda sobraram lugares onde ficamos em meio à natureza, e podemos ver uma parte da criação de Deus. Cada flor, pássaro, folha que você vê não parece uma linda e delicada pintura?

Deus desenhou este mundo com muito cuidado para nós. Deus também nos fez, então somos a obra prima da criação. Sendo obra de Deus temos que cuidar de nosso corpo, pois ele é um presente de Deus. A Bíblia diz que o nosso corpo é templo do Espírito Santo. Para Deus morar em nossa vida, temos que cuidar com o que comemos, com o que falamos, com o que fazemos, com o que vestimos, pois se o nosso corpo é a obra prima da criação e ele deve ser um templo do Espírito Santo, temos que mostrar que somos filhos de Deus. 

Querido(a)  amiguinho(a), cuide bem da grande obra de arte de Deus, pois ela foi feita com muito carinho para você cuidar bem. Se cuide também para Deus morar no seu coração.

Giovanna Borges

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

A joaninha Sarita

Há algum tempo Sarita aprendeu uma lição. Sarita é uma pequena joaninha, vermelha com pintinhas pretas. Como você sabe, insetos têm muitos predadores, por isso a mamãe de Sarita a protegia num canteiro de flores que ficava em uma fazenda enorme, cheia de árvores. No canteiro de flores, estavam protegidas dos perigos, pois ficavam camufladas.

Logo que Sarita nasceu, foi explorar as “enormes” flores, pois era muito curiosa. Quando completou alguns dias de idade, já havia explorado tudo!

­– Mãe, eu quero conhecer outros lugares, além dessas flores, quero conhecer os lugares aí fora; eles me convidam, estão só me esperando, tenho que ir! Quero conhecer as árvores ENORMES, e sair daqui.

– Querida, lá fora é muito perigoso – diz a mãe – não é lugar para uma joaninha indefesa. Quero te proteger, para que nada aconteça com você. Que tal você explorar aquela rosa vermelha?

Sarita olhou para a rosa, era bem grande, e ela não se lembrava de ter explorado aquela rosa.

– Tá bom.

Ela foi até lá e quando entrou, que surpresa, havia uma joaninha amarela, ali dentro!

– Oi! – disse a joaninha – Meu nome é Mila, estou explorando pela milionésima vez esse canteiro de flores, estou esperando minha mãe ficar distraída para eu dar no pé, vou explorar aquela árvore enorme.

– Meu nome é Sarita e eu também quero muito explorar as árvores aí de fora! Mas minha mãe não deixa.

– E daí? Vamos escondidas – disse Mila.

– Hum, não sei se... Tá bom! 

Então elas foram em direção à árvore, mas no caminho Sarita ouviu atrás dela: “pó, pó, pó”, quando ela olhou pra trás, tinha um bicho enorme atrás dela.

– Psiu, é uma galinha, fique parada – disse Mila.

Mas Sarita nunca tinha visto nada igual, então ficou muito assustada e saiu correndo em direção ao canteiro de flores, que parecia estar muito longe. Mila correu para a árvore, para não ser pega pela enorme galinha. Sarita estava correndo com todas as suas forças, quando olhou para o céu e viu que estava escuro, ela tinha que chegar logo ao canteiro, pois logo iria chover. Sarita olhou novamente para o canteiro, e viu que o “monstro” (a galinha) estava a frente dela, vindo para cima dela. Sarita teve que correr na direção oposta do canteiro de flores para não ser devorada pela galinha.

Sem perceber ela estava indo para um barranco, e quando chegou ao fim, tropeçou e caiu. Ficou presa em um arbusto espinhoso, mas não se feriu. Logo pingos enormes de água caíram, impossibilitando Sarita de voar. Na chuva, com frio e com muito medo, se lembrou do canteiro e de como o canteiro era muito mais seguro do que o mundo lá fora. Ó, como ela queria voltar, lá ela estaria protegida da chuva, dentro ou em baixo das flores; lá ela estaria segura dos “monstros” e dos espinhos e estaria quentinha com o calor de mamãe. Como ela havia se arrependido de ter desobedecido.

Lá no canteiro de flores, a mamãe chamou Sarita e a procurou por todos os lados e em todas as flores, e percebeu que Sarita não estava lá, então saiu do canteiro, mesmo com a chuva com o frio e com os perigos, nada importava agora, ela tinha que achar sua pequena joaninha. Ela ouviu uma voz familiar gritando: “Mamãe, socorro”, era Sarita! O som vinha de baixo. Ela foi em direção ao barranco e viu entre os espinhos sua querida joaninha. Mesmo fraca e toda molhada pela chuva ela foi ao arbusto de espinhos, entrou lá e com cuidado tirou Sarita dali.

De volta ao canteiro Sarita reconheceu que mamãe estava certa e pediu desculpas.
Sarita aprendeu que os pais sempre sabem o que é melhor. Mas, além disso, nós podemos aprender que assim como a mamãe de Sarita foi buscá-la lá longe, independentemente das circunstâncias, Jesus também pode nos buscar quando estivermos longe dEle por causa do pecado.

Amiguinho, esteja sempre perto de Jesus, e você será feliz e estará protegido das maldades aí fora e dos perigos que o mundo tem.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Mãe rima com felicidade

Se você teve o privilégio e a bênção de ter tido uma mãe amorosa, certamente deve se lembrar de momentos felizes, especialmente na infância. Deve se lembrar de quando, mesmo aos prantos por causa de um machucado, a mãe lhe devolvia a alegria com um beijo e um curativo feito com carinho. Certamente deve se lembrar do cheirinho que tomava conta da casa toda vez que a mãe preparava um pão, um bolo ou outro prato delicioso, e que mostrava que felicidade também tem cheiro. Se teve uma mãe amorosa, certamente saberá definir a palavra felicidade. Se lembrará dos beijinhos da mamãe antes da hora de dormir e do carinho dela ao colocar o cobertor sobre você, numa noite fria, ou mesmo de recebê-lo(a) na cama dela, quando o frio e a saudade eram intensos demais para você.

A felicidade do filho é a felicidade da mãe. Como é bom contemplar o sorriso no rosto da mamãe, quando ela vê os filhos crescendo nos caminhos do bem; quando vê que seus esforços em educá-los não foram em vão. O sorriso dela está tão presente em nossos corações que, mesmo longe dela, sentimos sua felicidade.

A felicidade é uma qualidade muito marcante de nossas mamães. Quando ela está cantando canções, contando histórias, nos ajudando nas tarefas, nos acordando de manhã, com carinho, é notável seu sorriso e sua alegria.

A felicidade é uma parceira da mamãe, porque mamãe sem alegria entristece todo o lar. A mamãe também sente alegria por nós, quando alcançamos méritos e vitórias, por mais pequenina que seja essa vitória. Não precisamos ser os melhores para levar felicidade à mamãe, mas ser o melhor que podemos.

A felicidade e a mamãe andam lado a lado (e eu desconfio que boa parte dessa felicidade tem a ver com a gente), e graças ao bom Deus por isso, pois a alegria da mamãe contagia e ilumina nossa vida.

Se você teve uma boa mãe e não se lembra dessas coisas, acabou se esquecendo do que é felicidade, pois “mãe” rima com “felicidade”.

Ter você como filho já foi grande motivo de alegria para sua mãe. Que tal deixá-la ainda mais feliz neste dia? Diga para ela o quanto você a ama e descubra que o amor é a maior fonte da felicidade. Será que é por isso, enfim, que as mães são tão felizes?

(Giovanna e Michelson Borges)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Amigo é para sempre (parte 2)

Marcello sentiu seu corpo gelar. Era uma situação complicada e ele nunca havia precisado dar algum conselho, mas logo pensou em um, um conselho que já havia recebido há tempo. Não era o melhor conselho que ela já ouviu, mas era o melhor que ele poderia dar, então:

- Olha, Ágata, se a Talita gosta mesmo de você, ela não vai lhe abandonar, pode até ser que a Talita converse bastante com a Paula e comece a ser amiga dela, mas se ela ama você realmente ela não vai deixar de ser sua amiga. Se ela ficar com a Paula, procure outra amiga; não vá ficar sofrendo por causa dela.

Ágata chorou, temendo que Talita deixasse de ser sua amiga. Ela não ligava que Talita ficasse com outras pessoas, mas ela sabia que Talita não era bem firme em suas decisões. Ela dizia que não gostava da Paula, mas nesse recreio mesmo as duas haviam lanchado sozinhas, e Ágata lanchou com a Mayara e com a Alice.

Os dias se passaram; 17 dias se passaram e faltavam apenas dois dias para o passeio. Nesses últimos dias, Talita andava com Paula e Ágata com Alice e Mayara. Ágata ainda amava Talita e ainda queria ficar junto com ela no passeio.

Voltaram da escola e Ágata voltou aos lamentos de novo:

- Marcello, hoje eu tentei andar com a Talita no recreio e a Paula disse que ela está cansada de me ver "governar" a vida da Talita, de eu só querer mandar nela. Mas a Talita vive dizendo que é a Paula que faz isso com ela. Eu quero saber se isso é verdade ou mentira.

Marcello nem teve chance de falar; Ágata correu na frente e entrou em casa:

- Alô? - diz Ágata no telefone. - Que bom que atendeu. Bem, Talita, eu acho que você já sabe por que eu estou ligando.

- É, me desculpe, é que hoje eu fui embora mais cedo e não deu pra conversar sobre onde vamos sentar no ônibus...

Ágata interrompe:

- Não! Como é que você disse? Sentar no ônibus? Talita, há 17 dias a gente não dá um oi uma pra outra. Eu não existo pra você! E depois você vem com o papo de que odeia a Paula! E, falando nisso, hoje mesmo a Paula disse que eu "governo" a sua vida! E eu quero ser sua amiga, quero que você fique comigo e me diga no que eu estou mandando demais e, por favor, continue sendo minha amiga.

- Eu só disse isso pra ela não ficar brava comigo.

- Então quer dizer que você diz que odeia a Paula só pra eu não ficar brava? Pense nisso.

Depois de uns instantes em silêncio, Ágata conclui:

- Talita, minha sugestão de onde sentar no ônibus é no meio, e se quiser outro lugar é só falar.

Ágata desliga e chorando se joga de cara no travesseiro.

Ágata não seguiu o conselho de Marcello e quis ainda sentar com a Talita no passeio. Seria difícil aceitar que Talita não era mais sua amiga.

Chegou o dia do passeio. Sua mãe Isabel, seu pai Julio e Marcello foram levar Ágata. A mãe foi no banco traseiro com ela. No caminho, a mãe foi conversando com ela sobre sua amiga:

- Ágata, tem certeza de que quer ir com a Talita? Você sabe que ela pode simplesmente brincar com a Paula e não ligar para você ou pode sentar com ela e deixar você sozinha. Eu não confio mais nessa menina; ela pode mudar a qualquer hora.

- Mãe, ela sempre foi minha amiga, a mais legal que eu já tive. Se eu não for com ela, com quem posso ir? Todas as meninas já têm seus pares e ela é o meu.

- Tudo bem, se cuide - diz mamãe beijando a testa filha.

Junto com as outras crianças, Ágata e Talita entram no ônibus e se sentam juntas nas poltronas quatro e cinco. No começo não foi nada mal, mas também não foi nada legal. Ágata se lembrou do primeiro passeio, de que tinham passado a viagem toda conversando e brincando, mas desta vez Talita e Ágata não tinham nada para conversar, porque nunca mais ficavam juntas.

A viagem acabou, desceram do ônibus e até ali Talita e Ágata não falavam nada, a não ser de vez em quando aquela coisinha: "Olha essa planta", "Que camiseta bonita", "Que pássaro engraçado", etc.

Todos desceram e foram para o banheiro. Quando voltaram do banheiro, Talita deu de cara com a Paula, e Paula tinha a sua "jogada" para fazer com que Talita ficasse com ela. Logo Paula puxou assunto, fez brincadeirinhas, e Talita tinha muito mais coisas para falar com Paula. Ágata tentava puxar algum assunto antes, mas Talita não estava muito a fim de prosseguir na conversa, mas sim continuar os assuntos da Paula.

E foi isso que Paula fez: fez com que Talita quisesse ficar com ela. Ágata tentou entrar na conversa, tentou fazer com que Talita percebesse que ela estava ali e que também queria se divertir, mas Talita nem deu bola pra ela. Então Ágata saiu de perto, para não ficar vendo e ter vontade de ganhar atenção também. Lágrimas encheram seus olhos. Mamãe tinha razão. Ela subia as escadas do zoológico lembrando de cada coisa que fizeram juntas, e de como Talita tinha sido capaz de fazer aquilo.

Quando foram para o ônibus, Talita teve coragem de chegar sem dizer nada, pegar sua mochila, passar por Ágata e ir sentar com Paula. Ainda bem que Ágata também tinha boas amigas que deixaram que ela se sentasse com elas: eram Maria Clara e Ana Luíza. Ela ficou com elas durante o passeio.

Ágata, na hora de voltar, ficou sozinha. Estava cansada e não queria ficar apertada, então ficou sozinha, encostada na janela, chorando, lembrando de tudo o que havia se passado. A professora pediu que ela contasse o motivo, e quando Ágata contou, a professora tentou consolá-la.

Ágata voltou pra casa e contou pra sua mãe o que havia acontecido no passeio. E lamentou dizendo que a mãe tinha razão sobre Talita. Marcelo disse pra ela ficar com a Ana Luíza e com a Maria Clara, e foi isso o que ela fez.

Ágata começou a andar com elas, e Talita com Paula, e agora Ágata tinha amizades verdadeiras com amigas de verdade, e elas tinham fidelidade com ela - não que as amigas não pudessem ficar com outras amigas, mas que não a abandonassem. E Ágata também era fiel com elas.

Giovanna Borges

domingo, 4 de dezembro de 2011

Amigo é para sempre (parte 1)

Ágata acordou e logo pensou: "Preciso ligar pra Talita! Não deu pra conversar direito nem dizer que ela vai sentar comigo no passeio e nem dizer onde vamos sentar no ônibus. E, falando em passeio..." Mal terminou de pensar e saiu falando:

- O calendário! O calendário! Eu não atualizei!

Ela corre para a cozinha e o irmão Marcello acorda e também corre assustado pela gritaria:

- Ágata, 5h50 da madrugada e você gritando por aí? Se não foi por causa de alguma coisa importante, amanhã vou te acordar bem cedinho!

- Bem, o que é alguma coisa importante pra você? Porque é importante, só não sei se é pra você - diz Ágata.

- Então quer dizer que você me acordou às 5h só pra marcar os dias que faltam para o passeio? - diz Marcello, dando uma espiadinha.

- É, e só faltam 19 dias!

Como você percebeu, Ágata estava muito ansiosa para o passeio. Não porque era o primeiro passeio dela, nem porque era o lugar mais legal de todos os que ela já tinha ido, mas porque era o segundo passeio dela com a Talita, sua melhor amiga. Ela pensou no primeiro passeio, como havia sido legal. Pensou também no que elas poderiam fazer juntas nessa nova oportunidade de diversão entre amigas.

Ágata se arrumou para ir para a escola e ligou para Talita:

- Alô, Talita, desculpa ligar agora, mas é que ontem não deu pra eu falar que quero muito sentar com você e ficar com você no passeio.

Do outro lado da linha, Talita responde:

- Tudo bem, eu também quero muito sentar com você. Mas, por favor, chegue antes da Paula, ela quer escolher tudo o que nós vamos fazer, e quer ficar comigo; ela não gosta de você.

- Pode deixar, e agora tenho que ir. Na escola a gente se fala...

Ágata desliga.

Quando Marcello e Ágata voltavam da escola, Ágata desabafa para o Marcello:

- Aí, Marcello, a professora mudou a Talita de lugar e agora ela vai gostar da Paula e não de mim...

- Por quê? O que aconteceu? Pra onde a professora a mudou?

- Ela estava perto de mim e agora está na frente da Paula!

[Espere até o próximo texto para descobrir o que aconteceu.]

Giovanna Borges